segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Hiperatividade: Novos sintomas de ordem e desordem(Portuguese)

Simone Bianchi
D.E.A. pelo Département de Psychanalyse de Paris VIII
Especialista em Psicanálise - UFF
Psicanalista, correspondente da EBP-Rio de Janeiro
sincaroch@hotmail.com



Resumo

Em conseqüência das transformações na família que decorrem dos efeitos do discurso da ciência, tais como, o apagamento da diferença sexual e o declínio do Nome-do-pai, encontramos a hiperatividade como um novo sintoma na clínica com as crianças.

Palavras-chave: sintoma, significante, objeto, gozo.






HIPERACTIVITY: NEW SYMPTOMS TO ORDER AND DISORDER


Abstract

Due to the transformations in family from science guideline effects such as erasing of sexual difference and the decline of the Name of the Father, we find hyperactivity as a new symptom in treating children.

Keywords: Symptom, significant, object, joy.



Introdução

Hoje, nos deparamos com a criação de uma nova sintomatologia psiquiátrica: a hiperatividade. Originalmente a psiquiatria a classificou como um distúrbio do comportamento, designando-o como uma “agitação”. Assim, temos uma aproximação de dois termos: agitação e hiperatividade. Trata-se de um corpo vivente onde o movimento do sujeito é considerado desordenado ao olhar do observador. No entanto, é preciso fazer uma distinção entre esses dois termos na clínica. O primeiro refere-se à clínica do olhar, e necessita de um Outro consistente, Outro da lei que reconheça o sujeito agitado. Existe aí um julgamento de valor, que incide sobre a distinção entre os comportamentos socialmente apropriados e aqueles que são impróprios. O segundo também se refere à clínica do olhar, mas comporta uma nova segregação em nome da ciência. O hiperativo não é somente um agitado, mal-comportado. O hiperativo é um quadro clínico e como tal destitui o Outro consistente da lei, substituindo-o pelo novo “homem sem qualidades”,1 o indivíduo estatisticamente padrão. A ciência moderna busca enquadrar os sujeitos, a partir de uma norma do comportamento ditada pelos estudos estatísticos, comparativos, que não se importam com a singularidade. Assim, a criança hiperativa é identificada por um comportamento fora da norma, pois a ciência quantifica seu comportamento e estabelece que se trata de um sintoma que desvia do normal.

A partir dos anos vinte, a escola francesa de psiquiatria composta por Henri Wallon, Julian de Ajuriaguerra, Serge Lebovici, René Diatkine e Michel Soulé, propõe-nos a noção de “instabilidade motora”. Para esses autores, a hiperatividade é uma manifestação sintomática de um comportamento ansioso; ou uma defesa maníaca frente à depressão baseando-se no conceito kleiniano. A escola anglo-saxônica escolhe uma concepção neurológica e generaliza o uso do termo hiperatividade, que inicialmente designava os comportamentos oriundos das seqüelas das encefalites. Sua hipótese orgânica eleva o distúrbio à mesma dimensão das lesões cerebrais, um disfuncionamento cerebral, o que os leva a fazer uso da substância anfetamina para tratá-lo. Nos Estados Unidos já foram publicados diversos artigos, apontando a eficácia do tratamento com esta substância em crianças. O DSM III e IV propõe a terminologia “Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade”, o que abre a possibilidade de que ele seja tratado pelo cognitivismo comportamental. Inicialmente esse transtorno era isolado, mas hoje em dia ele é associado a outros, tais como o transtorno da aprendizagem, da linguagem, do comportamento e da ansiedade.



A pantomima do sujeito

Podemos nos perguntar: qual é o parceiro do sujeito hiperativo? O olhar que o vigia, o avalia e o classifica? Ou um discurso que ele ignora? Partimos da hipótese de que a hiperatividade, chamada pelo behaviorista de distúrbio do comportamento, seja a pantomima de um texto à espera de ser lido. As terapias cognitivas comportamentais visam o retorno da ordem dos distúrbios do comportamento, onde o corpo aparece com a capacidade instintual de adaptação a ser reeducado. O behaviorista, aliando-se ao discurso do mestre, pretende ter uma solução para a provocação do comportamento, foracluindo um além da psique. Para nós, a hiperatividade é uma resposta do sujeito frente à insegurança linguageira que enrijece desde seu encontro com o buraco da significação da língua, confrontando-o a um impossível de dizer, frente ao excesso de gozo que invade seu corpo e o deixa fora do discurso.

Algumas crianças hiperativas nos mostram a dificuldade que elas têm de alojar o seu ser vivente no sistema significante. Seu ser, seu corpo, seus pensamentos encontram-se tomados por uma submissão extrema ao Outro da demanda, posto que este não as orienta para o Outro do desejo, ou o desejo se declina como pura vontade de gozo. Para outras crianças, o sintoma de agitação vem no lugar onde o Outro do desejo não pôde responder ao gozo pulsional, onde o Outro do significante não pôde escrever uma resposta para dar conta do gozo.



O falo hiperativo

Pensar a hiperatividade como um transtorno da atenção é sublinhar que a atenção da criança está transtornada pelo excesso libidinal da mãe, que a mantém em posição de objeto fetiche. Maryse Roy (2001, p. 67) nos propõe considerar as crianças hiperativas como crianças-sintomas, uma versão da histeria feminina moderna, onde a criança hiperativa é o falo hiperativo da mãe, o que vem saturar a sua falta. Assim, o sintoma da criança é uma modalidade de resposta frente à falta da mãe.

Lacan, ao retomar a concepção freudiana do objeto no movimento psicanalítico pós-freudiano, articula a relação do sujeito com o objeto em três níveis sincrônicos: imaginário, real e simbólico. Temos aqui três elementos presentes: o sujeito, o objeto e o Outro como agente da operação. Essa noção do Outro encontramos desde Freud sob a forma de sedução na relação mãe-criança. Winnicott aponta uma relação de dependência da criança com a sua mãe, mas a ausência de articulação da função simbólica reduz a relação do sujeito ao Outro a uma relação dual, imaginária.

No seminário “A relação de objeto”, Lacan introduz uma primeira subversão não falando mais da relação de objeto, e sim da relação do sujeito à falta do objeto. A partir dessa articulação da relação de objeto com a falta, Lacan formula uma versão do complexo de Édipo em três tempos que não são cronológicos, mas sim lógicos: frustração, privação e castração.

No primeiro momento, a criança procura satisfazer o desejo da mãe, ou seja, ser ou não ser o objeto de desejo da mãe. Trata-se da identificação do sujeito no espelho com aquilo que é objeto de desejo da mãe. Ser o objeto de desejo do Outro materno é o que caracteriza esta primeira etapa, a qual a criança quer ocupar o lugar do falo imaginário, uma posição de sujeição. A primazia do falo já está instaurada no mundo pela existência do discurso e da lei.

No segundo momento, o pai aparece como aquele que priva a mãe de seu desejo e é portador da lei. É necessário sublinhar que o que está em jogo é a privação da mãe. Assim, o pai é aquele que priva a mãe de colocar a criança como o objeto de seu desejo, seu falo. É importante que a mãe estabeleça o pai como mediador daquilo que está para além da lei dela e de seu capricho. Deste modo, o pai pode ser aceito ou não pela criança como aquele que priva ou não a mãe de seu objeto de desejo. Este é um ponto nodal e negativo, em que:

“aquilo que desvincula o sujeito de sua identificação liga-o, ao mesmo tempo, ao primeiro aparecimento da lei, sob a forma desse fato de que a mãe é dependente de um objeto, que já não é simplesmente o objeto de seu desejo, mas um objeto que o Outro tem ou não tem”. (Lacan, 1957-58, p. 199)

No terceiro momento, o pai intervém como aquele que tem o falo, ele é um pai potente. Esse tempo se sucede à privação ou à castração que porta a mãe. É justamente o fato de que o pai tem o falo que ele aparece como ideal do eu no sujeito. Do lado do menino, é preciso se identificar com o pai como possuidor do pênis; e do lado da menina, reconhecer o homem como aquele que o possui. A identificação que pode ser efetuada com a instância paterna foi realizada nesses três tempos. Primeiramente, o pai se introduz de uma forma velada. Em segundo lugar, o pai se apresenta como privador e aquele que porta a lei. E em terceiro lugar, o pai é visto como o portador do falo.

A frustração é definida como uma operação imaginária, onde o objeto é real e o seu agente é o pai simbólico. Inicialmente Lacan havia pensado a mãe simbólica como agente desta operação. Mas, ele nos diz que por trás dela está o pai simbólico intervindo na relação mãe/criança. Já a privação é considerada uma operação real, em que o objeto é simbólico e o seu agente é o pai imaginário, enquanto que a castração é uma operação simbólica referida a um objeto imaginário e o seu agente é o pai real.

É essencial que a criança não seja tudo para a sua mãe e que, enquanto mulher, ela possa localizar o objeto do desejo para um homem. É claro, que essa afirmação mostra uma perspectiva nova, onde o pai é aquele que está père(pai)-versamente orientado para uma mulher fazendo desta, o objeto a que causa seu desejo.



A criança e a família

No artigo: “Os complexos familiares”, Lacan (1938) nos fala que não há instinto familiar natural. A família é uma invenção simbólica como marca Lévi-Strauss. Ela é uma resposta simbólica ao real do sexo já que não se pode escrever simbolicamente a relação sexual entre um homem e uma mulher. Portanto, a família escreve a relação pai-mãe.

Vejamos essa passagem na “Nota sobre a criança”: “A criança realiza a presença do que Jacques Lacan designa como o objeto a na fantasia.” (2003, p. 3770) Temos, então, a criança não como um ideal dos pais como Freud abordou, mas sim, tomada no gozo, seja o seu ou o de seus pais. Na metáfora edipiana clássica, o pai é aquele que responde ao desejo da mãe para produzir a significação fálica, sendo sua verdadeira função a de unir um desejo à lei.

No ensino de Lacan temos o deslocamento do estatuto da criança como o falo da mãe para o objeto a. A criança como objeto a inclui um modo de gozo pelo fato de ter um corpo. Na primeira posição, a criança responde pelo seu sintoma do ponto de vista fálico, identificada ao desejo do Outro, enquanto que, na segunda, investiga-se a versão que a criança tem ou é do objeto a, e como ela pode separar-se do Outro, já que se encontra identificada ao gozo do Outro. A definição do sintoma como substituto de uma satisfação pulsional que permaneceu em estado jacente nos remete a criança como o objeto a, que vem tamponar o buraco real que excede a satisfação fálica.

A criança é o objeto a e, a partir disso, a família se estrutura. A família não se constitui mais a partir da metáfora paterna, fase clássica do complexo de Édipo; e sim pela maneira como a criança é o objeto de gozo da família, não somente da mãe, mas da família e da civilização. A criança é o objeto a liberado, produto. Este objeto a, que a criança realiza, nós o encontramos no Seminário XVI: de um Outro ao outro, articulado ao problema da família já que há uma falta no Outro (Laurent, 2006).

Na concepção elaborada por Jacques-Lacan, “o sintoma da criança acha-se em condição de responder ao que existe de sintomático na estrutura familiar” (Lacan, 2003, p. 369). É por isso que o sintoma pode representar a verdade dos pais. A partir do declínio da imago paterna, onde há a carência do pai nas famílias modernas, Lacan constrói o conceito do Nome-do-Pai. Lacan recorre à lingüística e ao estruturalismo a fim de elucidar o mito edipiano. Assim, o Nome-do-Pai é uma metáfora, um significante que substitui um outro significante, o significante materno. O Nome-do-Pai entra em substituição ao falo, o objeto de desejo da mãe. É na medida em que o desejo da mãe é mediado pela lei da proibição do incesto, onde o pai cumpre essa função, que a criança não está exposta às capturas fantasísticas. De acordo com Jacques-Alain Miller (1988, p. 11), a família pode ser definida por dois significantes: Desejo e Nome. Daí a condição que este Desejo não seja anônimo e que este Nome encarne a lei e o desejo. Nesta situação a criança se inscreve como resto de operação e não como causa. Lacan vai situar o pai de família a partir do amor e do gozo no final do seu ensino.

Em certas famílias, o pai não dá uma versão do que é o objeto a para ele. É por isso que Lacan nos dirá que um pai não tem direito ao respeito, nem ao amor, se ele não for um pai (père)versamente orientado para uma mulher como o objeto a causa de seu desejo. É preciso pensar que no ensino de Lacan, nós passamos do pai de família - sonho do neurótico - ao pai resíduo - o Nome-do-Pai, onde, na teoria, dos três registros ele é o instrumento que sustenta junto o simbólico, o real e o imaginário.

No seminário R.S.I, Lacan não se refere mais ao casal pai/mãe, à lei simbólica edipiana, à articulação da lei e do desejo, mas à relação homem/mulher, ou seja, no gozo em jogo no encontro sexual. Considerar a família como uma construção que responde ao impossível da relação sexual, ao real da diferença sexual, é levar em conta que há uma renúncia ao gozo.

No entanto, na modernidade, estamos sob o reinado da exigência de satisfação, de se gozar cada vez mais, resultando na dificuldade crescente de um engajamento simbólico na relação do sujeito ao Outro. Nossa época tornou-se assim pouco favorável à dimensão da transmissão e da filiação, por isso, um dos impasses ao qual estamos confrontados neste contexto é que o significante passa a servir mais ao gozo do que à comunicação (2004-05, p. 170), um gozo fora da castração.



Destino da hiperatividade?

A hiperatividade não é uma entidade clínica, entretanto, o destino que a medicina e as neurociências contemporâneas vêm lhe impondo e a coloca no centro de uma discussão, onde um simples recondicionamento cognitivo seria suficiente para o retorno da normalidade. O discurso da ciência contribui para a ignorância do sintoma como marca particular de um sujeito.

A psicanálise difere de outros tratamentos que retiram do sintoma os traços de subjetividade e classificam os sujeitos sem considerar a singularidade de cada um. Nós, psicanalistas, privilegiamos o que há de único em cada sujeito. Não está aqui em questão dar mais valor a uma solução da hiperatividade, do impasse do sujeito frente ao real. O que Freud nos ensina que é preciso deixar o sintoma falar lá onde, diante do traumático do real do gozo, o sintoma foi o único recurso do sujeito.



Texto recebido em: 11/09/2006.

Aprovado em: 20/11/2006.



Nota

1. Ver o artigo de Jacques-Alain Miller:“A era do homem sem qualidades”, traduzido e publicado na revista aSEPHallus n◦1, onde o autor se refere ao escritor austríaco, Roberto Musil.



Referências Bibliográficas

Coelho dos Santos, T. Sinthoma: corpo e laço social. Rio de Janeiro: Séphora/UFRJ, 2006. (Também disponível na versão e-book, em: www.nucleosephora.com > Laboratório de ensino).

ECF. Lettre mensuelle. Paris: ECF, Julho/agosto, n◦ 250, 2006.

Freud, S. Inibição, sintoma e angústia. In: ESB. Rio de Janeiro: Imago, Vol. XX 1996.

Lacadée, P. Le malentendu de l’enfant. Lausanne. Paris: Payot, 2003.

Lacan, J. (1956-57). Le Séminaire. Livre IV : La relation d’objet. Paris: Seuil, 1994.

______. (1957-58) O Seminário. livro 5: As formações do inconsciente. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor,1999.

______ (1938) Os complexos familiares na formação do indivíduo. In: Outros escritos, Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 2003.

______. Nota sobre a criança. Em: Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 2003.

______. Le Séminaire. Livre XVI: D’un Autre à l’autre. Paris: Seuil, 2006.

______ . Le Séminaire. Livre XXII: R.S.I, Inédito.

Laurent, E. Les nouvelles inscriptions de la souffrance de l’enfant. In: Revista La petite girafe, Paris: Agalma, n◦24, 2006.

Miller, J.-A. Los padres dans la direction de la cure. In: Quarto, Bruxelles: ECF n◦ 63, 1988.

______ . (2004-05). Pièces détachées. In: Revista La cause freudienne. Paris, Navarin, n◦ 60, Juin/2005.

Roy, M. Enfant fetiche et phallus hyperactif. In: Revista La petite girafe Paris: Agalma, n◦13, 2001.

sábado, 29 de novembro de 2008

Grave peligro para nuestros hijos que están drogados por falsa estiqueta de "Hiperactividad"(Spanish)

El pasado 31 de octubre 2008, el Diputado Mario Mingo presentó en la Comisión de Sanidad del Congreso y ante el Congreso mismo, una proposición no de ley, para que se programe el hacer test psicológicos a los niños en las escuelas, para detectar de una manera precoz la falsa enfermedad de la "Hiperactividad" y/o el "Trastorno de Déficit de Atención" (enfermedades elegidas a votación por los psiquiatras y para las que no existe ningún test químico ni científico de ningún tipo)।

Esta parece que es una de las primeras intentonas de trasladar a España lo que ya están haciendo en algunos Estados de los EEUU, y que está causando muchas muertes de inocentes, a consecuencia directa o indirecta de los efectos secundarios de las drogas que se les dan, muerte tras muerte, en ocasiones con suicidios y otras con homicidio y luego suicidio, como hemos podido ver en las noticias más de una vez; y todo esto sin hablar de la cantidad de niños zombie que están creando.

Por la presente, instamos a todos los Diputados y Senadores a rechazar esta propuesta y otras similares, pues no está científicamente probado en absoluto que dicha enfermedad exista (TDAH), y a que los niños con dificultades sean abordados uno a uno para recibir diagnósticos médicos completos y poder así resolver sus problémas sin tener que drogarles con peligrosos psicotrópicos que producen muchos de los efectos de la cocaína o las anfetaminas, y que dañan su salud física y mental, poniendo en peligro al mismo tiempo que sus vidas las vidas de los que les rodean.

Nuestros hijos y familiares tienen derecho a una vida sana y digna, libre de engaños, de drogas peligrosas, y con tratamientos médicos profesionales de eficacia probada que sanen y que no estén diseñados para “tratar” ni crear adictos.

A continuación puedes leer la carta enviada a la atención del congreso de los diputados y puedes contribuir con tu firma aquí. ¡Nuestros niños te necesitan!







Ref: Propuesta No de Ley número 162/000232
relativa a la atención a los niños catalogados
con la etiqueta de “hiperactividad”.


Estimado/a Diputado/a:

Esta carta es para alertarle sobre una Propuesta No de Ley, presentada por el Grupo Parlamentario Popular, concretamente por D. Mario Mingo Zapatero, con número 162/000232, relativa a la atención a los niños estigmatizados con la etiqueta de “hiperactividad”, es decir TDA o TDAH.

Esta supuesta enfermedad esta expuesta a gran polémica en todo el mundo, ya que no ha sido científicamente probada su existencia, a pesar de los muchos informes pagados que la defienden. En el campo de la Salud Mental se utiliza esta etiqueta, cada vez más de moda, para medicar (o en este caso drogar) a niños ya desde los 6 años de edad.

En dicha propuesta se pide informar o sensibilizar mediante “la difusión entre profesionales sanitarios y educativos, y familias de las características e implicaciones de este trastorno”.

Las bases científicas para el TDA-H (Trastorno de Déficit de Atención con o sin Hiperactividad) son fraudulentas. La (FDA) Administración de Drogas y Alimentos de EEUU declara: “No hay examen biológico para el TDAH” ¹, se votó para incluirlo en El Manual de Diagnóstico y Estadística de Trastornos Mentales (DSM) por miembros de la Asociación Psiquiátrica Americana en 1987. Esto ha incrementado la venta de estimulantes para tratar el TDAH a 3 mil millones de dólares anuales.

Hay estudios que demuestran que las condiciones físicas no diagnosticadas y no tratadas se pueden manifestar como supuestos trastornos psiquiátricos. Deberíamos legislar, que en el caso de que una persona esté sufriendo una alteración mental, se lleve a cabo un completo y concienzudo examen médico no psiquiátrico para determinar las causas de dichas alteraciones, ya que en general provienen de dolencias o carencias físicas.

Recuerden el caso en el que se condenó a la Generalitat Valenciana a unas indemnizaciones, porque una persona que en realidad padecía de unos tumores cerebrales, en vez de examinarla concienzudamente, se le derivó a la planta de psiquiatría, y se le estuvo tratando con fármacos psicotrópicos las consecuencias de dichos tumores como si fueran síntomas psiquiátricos, y cuando se descubrió tras cinco años de tratamiento psiquiátrico, ya era demasiado tarde para salvar los tumores, y la paciente acabó muriendo.

Podrá encontrar más información sobre las posibles consecuencias negativas de esta propuesta aquí También le adjuntamos un documental titulado: “Lucrándose a muerte” que abarca con claridad y hechos, cómo se venden las “enfermedades mentales” para poder vender MÁS FÁRMACOS, causantes de más enfermedades y catástrofes sociales, como suicidios, homicidios, tiroteos, fracaso escolar, un largo etcétera que preferiríamos que no existiera.

A continuación, le expongo algunos hechos que no podemos obviar:

• En España, hay más de 600.000 niños que corren el peligro de ser drogados con fármacos clasificados por la Agencia Anti-Droga Americana en la misma lista de peligrosidad y adicción que la Cocaína y las anfetaminas.

• 20 Millones de niños a escala mundial están tomando fármacos psiquiátricos, que han sido reconocidos por los organismos internacionales que regulan los fármacos, que son los causantes de suicidios, hostilidad, violencia, locura y drogodependencia, ataques al corazón y muerte repentina.

• Los cinco fármacos psicotrópicos más vendidos combinados, proporcionan más dinero que el producto nacional bruto de cada uno de la mitad de los países de la Tierra.

• Por lo menos, once de los recientes tiroteos escolares, fueron cometidos por adolescente que tomaban fármacos antidepresivos o estimulantes de prescripción.

• El Dr. William Carey, pediatra del Hospital Infantil de Filadelfia, dice: “La formulación actual del TDAH, que hace el diagnóstico cuando un cierto número de comportamientos problemáticos están presentes y otros criterios cumplidos, pasan por alto el hecho de que probablemente sean normales” ².

• A menudo, una condición física no diagnosticada o no tratada puede causar comportamiento indeseado o supuestos síntomas psiquiátricos. A los padres se les debería dar el derecho a una revisión médica no psiquiátrica y acceso a todos los recursos educativos para solucionar cualquier problema de comportamiento o aprendizaje detectado en sus hijos. Existen muchas alternativas a las drogas.

• Hay que establecer o incrementar el número de unidades de investigación del fraude psiquiátrico con el fin de recuperar los fondos que se malversan en el sistema de salud mental.

• Todos los trastornos mentales del Manual de Diagnostico y Estadística (DSM) para que tengan valor, deben estar respaldados por pruebas científicas y físicas. Los organismos gubernamentales, sociales, de enseñanza, judiciales y de otro tipo no deben confiar en la sección sobre trastornos mentales del DSM y ninguna legislación debe usarlo como base para determinar el estado mental, la competencia, el estándar educativo o los derechos de cualquier individuo.

Por todo ello, me gustaría concertar una cita con Usted para abordar la referenciada propuesta, sus peligros, y así proteger los derechos de nuestros ciudadanos así como la salud y bienestar de todos ellos.

Quedo a la espera de una cita con Usted.


Fonte:COMISION CIUDADANA DE DERECHOS HUMANOS DE ESPAÑA A.C.

terça-feira, 20 de maio de 2008

As novas criações da indústria farmacêutica e suas curas extraordinárias (Portuguese)

Essa tendência do mercado farmacológico para a massificação de moléstias preocupa um número cada vez maior de médicos e até de jornalistas, em geral coadjuvantes empenhados desse processo। Ele já foi chamado de medicalização da vida, mas hoje é conhecido de maneira mais pejorativa como ‘disease-mongering’ (algo como ‘apregoar doenças’, aqui traduzido por ‘fabricação de doenças’)। Há duas semanas, ganhou mais visibilidade com uma coleção de ensaios publicada no periódico científico de acesso aberto ‘PloS Medicine’ (medicine।plosjournals.org), três dezenas de páginas de ataque frontal às táticas de vendas das empresas farmacêuticas e aos médicos e jornalistas que se prestam a implementá-las.


Nem a escola escapou do marketing que mantém as empresas farmacêuticas como um dos ramos mais rentáveis da indústria, ainda que sua capacidade de inovação -medida pelo número de novos princípios ativos aprovados para comercialização- esteja em queda contínua। Para a epidemia de TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) existe, felizmente, o metilfenidato, que professores, enfermeiros, médicos e até pais se alegram em ministrar a uma geração incontrolável। A nova moda, agora, é diagnosticar guris de até 2 anos de idade com transtorno bipolar (ex-PMD, psicose maníaco-depressiva, antes uma prerrogativa dos adultos) e tratá-los na base dos ‘estabilizadores de humor’।

Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) + Ritalina (metilfenidato) Depois da epidemia de diagnósticos de dislexia, a moda em matéria de medicalização do desempenho escolar passou a ser a TDAH, contemporânea da ascensão da Ritalina como remédio certo para a doença certa। Somente entre 1990 e 1995, multiplicaram-se por 2,5 nos Estados Unidos as prescrições da droga para crianças e jovens। No Canadá, por 5। Segundo Christine Phillips, da Australian National University, o envolvimento de professores na popularização do diagnóstico foi fundamental para a estratégia de marketing das empresas fabricantes, como a Novartis e a Shire, que patrocinam sites ‘educacionais’ na internet com seções dedicadas a educadores e enfermeiros escolares। A indústria também apóia financeiramente grupos de pressão como o norte-americano Children and Adults with ADHD


O termo ‘disease-monger’ foi criado em 1992 por Lynn Payer, relembra Leonore Tiefer, da Universidade de Nova York, em seu artigo para o dossiê da ‘PloS Medicine’। Payer também listou os dez mandamentos para a fabricação bem-sucedida de uma nova doença:

1.Tomar uma função normal e insinuar que há algo de errado com ela e que precisa ser tratada;

2. Encontrar sofrimento onde ele não necessariamente existe;

3. Definir uma parcela tão grande quanto possível da população afetada pela ‘doença’;

4. Definir a condição como uma moléstia de deficiência ou como um desequilíbrio hormonal;

5. Encontrar os médicos certos;

6. Enquadrar as questões de maneira muito particular;

7. Ser seletivo no uso de estatísticas para exagerar os benefícios do tratamento disponibilizado;

8. Eleger os objetivos errados;

9. Promover a tecnologia como magia sem riscos;

10. Tomar um sintoma comum, que possa significar qualquer coisa, e fazê-lo parecer um sinal de alguma doença séria.

.O ponto forte do dossiê da ‘PloS Medicine’, editado pelos australianos Ray Moynihan (jornalista, autor do livro ‘Selling Sickness’, ou ‘Vendendo Doença’) e David Henry (farmacologista clínico, fundador da página de internet Media Doctor, www।mediadoctor.org.au), é não poupar a imprensa como co-autora dessa obra de falsificação em massa. O ponto fraco é algum excesso na demonização da indústria farmacêutica, que não exerce um papel tão proeminente assim na exageração de outras panacéias biomédicas, como a genômica e a pesquisa com células-tronco.

A ‘big pharma’, afinal, só vende o que nos dispomos a comprar, como lembrou Ben Goldacre, médico e autor do popular blog britânico Bad Science (má ciência): ‘Somos todos participantes desse jogo. Fingir que a medicalização é algo imposto a nós -por malvadas e poderosas influências externas- só enaltece um sentimento perigoso de passividade’, ressaltou Goldacre."
Observatório da Imprensa
( Folha de S. Paulo
em 25/4/2006)



sexta-feira, 4 de abril de 2008

Metilfenidato e a atividade metabólica (Portuguese)

Já em 1987 Porrino e Lucignani demonstraram que a administração de Metilfenidato alterou significativamente a atividade metabólica de várias regiões do sistema nervoso central, medida pela taxa de utilização cerebral de glicose।
A diminuição no metabolismo energético está associada com algumas doenças degenerativas como Alzeimer, Parkinson, Huntington e Isquemia Cerebral.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

As crianças vem ao consultório já condenadas (Portuguese)

André Luiz, 9 anos, estudante de uma escola pública de Campinas (SP), era descrito pela professora como um garoto "desinteressado, ápatico, com capacidade mínima de concentração". Os dois se desentenderam por causa do comportamento dele em sala de aula.

Ela achava que o aluno tinha problema neurológico. Depois de trocar de classe e ir para uma turma de repetentes, ele não quis mais freqüentar a escola. Em consulta médica, mostrou ter medo de ficar internado porque não sabia ler e escrever.

No entanto, segundo a médica, era "uma criança desenvolta, inteligente e de desenvolvimento normal".

Maria Aparecida Affonso Moysés - Dep. Pediatria da Unicamp
"As crianças já chegam aos consultórios condenadas ao diagnóstico"


Essa história está descrita em A Institucionalização Invisível - Crianças que Não Aprendem-na-Escola (Mercado de Letras, 264 págs., R$ 37), obra em que a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), detalha, baseada em depoimentos e fatos reais, como crianças normais se tornam problemáticas depois que entram na escola.
Casos como o de André se repetem no cotidiano escolar e, muitas vezes, mostram como o preconceito está enraizado no sistema educacional. Isso leva as crianças que não aprendem na escola, de acordo com Maria Aparecida, a serem encaminhadas a psicopedagogos, fonoaudiólogos e psicólogos. Na maioria das vezes, já com a certeza de que são DDA ou hiperativos. "O conceito de TDAH está popularizado. As crianças já chegam aos consultórios médicos condenadas ao diagnóstico. Daí ao uso de remédio é um pulo", diz.
Revista Educação - Edição 104





Cientistas têm dúvidas sobre a eficácia dos antidepressivos (Portuguese)

Os antidepressivos da nova geração não funcionam, salvo em casos mais graves, e na maioria dos pacientes só têm um efeito de placebo. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada por cientistas do Reino Unido, Estados Unidos e Canadá que examinaram todos os dados existentes sobre esse tipo de substâncias, inclusive os de testes clínicos.

Os fabricantes do Prozac e do Seroxat, dois dos antidepressivos mais vendidos do mundo, expressaram, no entanto, seu desacordo com os resultados do estudo. Um porta-voz do laboratório britânico GlaxoSmithKline, que fabrica o Seroxat, disse à imprensa que o estudo tinha levado em conta apenas um segmento pequeno de todos os dados disponíveis, enquanto a Eli Lilly, fabricante do Prozac, disse que a experiência demonstrou sua eficácia como antidepressivo.

Os cientistas compararam o efeito nos pacientes que tomaram antidepressivos com o resultado obtido em quem recebeu placebo e descobriram que a melhora era muito parecida nos dois grupos. As únicas exceções foram pacientes que sofriam de depressões mais graves, explica o professor Irving Kirsch, do departamento de Psicologia da Universidade de Hull (Inglaterra), que participou da pesquisa. Contudo, isso talvez tenha acontecido, segundo os cientistas, porque nesses pacientes graves o placebo não funcionou tão bem quanto nos que tomaram os medicamentos, e não porque os antidepressivos tenham surtido maior efeito. — Dados os resultados, parece que não há motivos para receitar antidepressivos, salvo para os pacientes que sofrem de depressões mais graves e em quem os outros métodos falharam — afirmou Kirsch.

Pesquisadores recomendam outros métodos Segundo ele, as pessoas que sofrem depressão "podem melhorar sem recorrer a esse tipo de tratamento". Para o estudo, divulgado na publicação especializada Public Library of Science, foram utilizados os resultados de 47 testes clínicos, além de uma série de dados inéditos graças à legislação britânica sobre liberdade de informação. As conclusões da pesquisa valem no caso do Prozac (fluoxetina), do Seroxat (paroxetina), e de fármacos similares como Effexor (venlafaxina) e Serzone (nefazodone).

Segundo Tim Kendall, diretor-adjunto da Divisão de Pesquisa do Royal College of Psychiatrists, os laboratórios geralmente publicam somente os estudos que lançam uma luz positiva sobre seus produtos. O National Institute for Health and Clinical Excellence, do Reino Unido, recomenda aos médicos que tentem outros métodos antes de começarem a prescrever antidepressivos. Desde seu lançamento nos Estados Unidos em 1988, aproximadamente 40 milhões de pessoas recorreram ao Prozac, trazendo bilhões de dólares ao laboratório Eli Lilly.

Jornal Zero Hora
Porto Alegre
26 de Fevereiro de 2008