sábado, 4 de agosto de 2007

A subjetividade no diagnóstico de TDAH (Português)

Observem como essa falsa enfermidade carece de evidências que comprovem a sua existência e joga milhões de crianças saudáveis ao consumo de drogas infantis.
O diagnóstico geralmente parte de um questionário médico psiquiátrico ou neurológico, abordando questões que são de natureza subjetiva, ignorando os sentimentos e as emoções das crianças:

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Considerações especiais sobre o diagnóstico de TDAH:


A etiologia específica desse transtorno é desconhecida e não há teste diagnóstico específico.
O diagnóstico "correto" requer uma investigação médica, neuropsicológica, educacional e social


Critérios Diagnósticos para Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade

A. Ou (1) ou (2)



1) seis (ou mais) dos seguintes sintomas de desatenção persistiram por pelo menos 6 meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento:




Desatenção:
(a) freqüentemente deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em atividades escolares, de trabalho ou outras
(b) com freqüência tem dificuldades para manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas
(c) com freqüência parece não escutar quando lhe dirigem a palavra
(d) com freqüência não segue instruções e não termina seus deveres escolares, tarefas domésticas ou deveres profissionais (não devido a comportamento de oposição ou incapacidade de compreender instruções)
(e) com freqüência tem dificuldade para organizar tarefas e atividades
(f) com freqüência evita, antipatiza ou reluta a envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa)
(g) com freqüência perde coisas necessárias para tarefas ou atividades (por ex., brinquedos, tarefas escolares, lápis, livros ou outros materiais)
(h) é facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa
(i) com freqüência apresenta esquecimento em atividades diárias




(2) seis (ou mais) dos seguintes sintomas de hiperatividade persistiram por pelo menos 6 meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento:



Hiperatividade:
(a) freqüentemente agita as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira
(b) freqüentemente abandona sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentado
(c) freqüentemente corre ou escala em demasia, em situações nas quais isto é inapropriado (em adolescentes e adultos, pode estar limitado a sensações subjetivas de inquietação)
(d) com freqüência tem dificuldade para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer
(e) está freqüentemente "a mil" ou muitas vezes age como se estivesse "a todo vapor"
(f) freqüentemente fala em demasia
Impulsividade:
(g) freqüentemente dá respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido completadas
(h) com freqüência tem dificuldade para aguardar sua vez
(i) freqüentemente interrompe ou se mete em assuntos de outros (por ex., intromete-se em conversas ou brincadeiras)


B. Alguns sintomas de hiperatividade-impulsividade ou desatenção que causaram prejuízo estavam presentes antes dos 7 anos de idade.


C. Algum prejuízo causado pelos sintomas está presente em dois ou mais contextos (por ex., na escola [ou trabalho] e em casa).



D. Deve haver claras evidências de prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.


E. Os sintomas não ocorrem exclusivamente durante o curso de um Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, Esquizofrenia ou outro Transtorno Psicótico e não são melhor explicados por outro transtorno mental (por ex., Transtorno do Humor, Transtorno de Ansiedade, Transtorno Dissociativo ou um Transtorno da Personalidade).


Codificar com base no tipo:
F90.0 - 314.01 Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, Tipo Combinado: se tanto o Critério A1 quanto o Critério A2 são satisfeitos durante os últimos 6 meses.
F98.8 - 314.00 Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, Tipo Predominantemente Desatento: Se o Critério A1 é satisfeito, mas o Critério A2 não é satisfeito durante os últimos 6 meses.
F90.0 - 314.01 Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, Tipo Predominantemente Hiperativo-Impulsivo: Se o Critério A2 é satisfeito, mas o Critério A1 não é satisfeito durante os últimos 6 meses.Nota para a codificação: Para indivíduos (em especial adolescentes e adultos) que atualmente apresentam sintomas que não mais satisfazem todos os critérios, especificar "Em Remissão Parcial".
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Propondo uma reflexão, reproduzo uma pergunta feita por Alicia Fernandez em seu curso sobre "Nuevos Aportes de la Psicopedagogia Clinica ante el cuestionado diagnostico de el Transtorno por Déficit de Atención con Hiperactividad":

Quais os conceitos de atenção e de atividade utilizados para diagnosticar um "déficit de atenção" e uma "hiperatividade" ?






2 comentários:

Anônimo disse...

Caetano, lendo as postagens do Blog, resolvi acrescentar aqui um pensamento da tão querida Alicia:
Em uma entrevista ao site “Aprendiz”, Alicia Fernandez descreve uma situação atual em que se apresenta nas escolas, é o fato da hiperatividade nas crianças modernas, veja um trecho:
“... hoje em dia, está na moda dizer que a criança tem um distúrbio de hiperatividade. Bem, resolveu-se o problema, já temos a resposta da questão. Isso não apenas não resolve o problema da criança, mas a prejudica, pois todos os que lidam com ela se desresponsabilizam. Ela não aprende? Então, é por isso, ela é hiperativa. Ora, estamos vivendo em uma sociedade desatenta e hiperativa, que medica o que ela mesma produz, em vez de se conectar ao problema real. No caso da escola, muitas vezes os professores demandam que os alunos os atendam, quando a situação é estranhamente inversa. A função do professor é criar condições justamente para que os alunos atendam a si mesmos, reconheçam-se a si mesmos, façam suas descobertas.”

Anônimo disse...

Caetano, lendo as postagens do Blog, resolvi acrescentar aqui um pensamento da tão querida Alicia:
Em uma entrevista ao site “Aprendiz”, Alicia Fernandez descreve uma situação atual em que se apresenta nas escolas, é o fato da hiperatividade nas crianças modernas, veja um trecho:
“... hoje em dia, está na moda dizer que a criança tem um distúrbio de hiperatividade. Bem, resolveu-se o problema, já temos a resposta da questão. Isso não apenas não resolve o problema da criança, mas a prejudica, pois todos os que lidam com ela se desresponsabilizam. Ela não aprende? Então, é por isso, ela é hiperativa. Ora, estamos vivendo em uma sociedade desatenta e hiperativa, que medica o que ela mesma produz, em vez de se conectar ao problema real. No caso da escola, muitas vezes os professores demandam que os alunos os atendam, quando a situação é estranhamente inversa. A função do professor é criar condições justamente para que os alunos atendam a si mesmos, reconheçam-se a si mesmos, façam suas descobertas.”

e assim, também afiro a importância de um olhr atento dos professores, que ele possam estar olhando, escutando seus alunos, para neles se reconhecerem também, pois, entao, mudariam seusperigosos discursos em torno da Hipertaividade e déficit de Atenção. abração

Patricia Aparecida Pedroso
Pedagoga, Psiopedagoga Clinica e Escolar, professora Universitária e Psicanalista em formação.