sábado, 26 de maio de 2018

Ritalina, uma perigosa "facilidade" para os pais

Especialista condena o uso do remédio sem antes considerar as necessidades da criança; Brasil é o 2º maior consumidor mundial
Crianças-na-cama-elástica
A maioria das crianças diagnosticadas com TDAH não são nada além de crianças agitadas

A busca por soluções fáceis, o diagnóstico equivocado e a incompreensão dos pais acerca da agitação natural das crianças elevou o Brasil ao posto de segundo maior consumidor de Ritalina do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.
O dado, do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, é alarmante. Ritalina é o nome comercial do metilfenidato, medicação que promete tratar o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou TDAH, e os principais consumidores da droga tarja preta são crianças e adolescentes.
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), de 8% a 12% das crianças no mundo foram diagnosticadas com TDAH, e a suspeita dos pais de que os filhos tenham o transtorno é o principal motivo que os leva aos médicos. Em 2010 foram vendidas 2,1 milhões de caixas de metilfenidato. Em 2013, foram 2,6 milhões.
Para conversar sobre o uso indiscriminado de Ritalina e sua consequências, CartaCapitalentrevistou Wagner Ranña, médico psiquiatra com experiência em saúde mental da infância e docente do Sedes Sapietiae, um instituto dedicado à saúde mental, à educação e à filosofia.
Wagner Ranña: No Brasil, a rede voltada para assistência aos problemas de saúde mental da criança e do adolescente é muito precária -- o que não é privilégio do Brasil, este problema afeta a quase todos os países. As crianças com dificuldades de comportamento, agitadas e irrequietas são vistas como doentes pelos profissionais da psiquiatria biológica e da neurociência, e então eles receitam remédios. Como consequência, temos um número elevadíssimo de crianças recebendo medicação, mas sem se discutir se a ela é mesmo necessária ou se é a melhor forma de cuidado.
Na visão do nosso grupo de trabalho no Sedes Sapientiae, que tem um histórico no cuidado com a saúde mental da criança, é de tentar entender o sofrimento psíquico e os problemas de comportamento. E não ver isso de pronto como um problema, porque a maioria são só crianças agitadas. E, no mundo da rapidez, ironicamente, elas são colocadas como doentes. Estamos desperdiçando jovens que poderiam ser sujeitos muito ágeis, como atletas e músicos.
CC: Há efeitos colaterais no uso do remédio?
WR: Além de causar dependência, a Ritalina provoca muitos outros efeitos colaterais: as crianças emagrecem, têm insônia, podem ter dor de cabeça e enurese [incontinência urinária]. E, apesar de sua fama, não tenho uma experiência de eficácia da droga, mesmo em casos em que ela deveria ser usada. Percebo que o trabalho de terapia, de orientação e cuidado real com a criança dá muito mais resultado.
Começamos a passar para a criança a cultura de que um comprimido resolve tudo na vida, de que não existe mais solução pelo pensamento, pela conversa, pelo afeto e pela compreensão. O mundo todo é agitado, as pessoas são desatenciosas umas com as outras, e as crianças é que acabam tachadas de hiperativas.
Outra coisa, as crianças falam assim para mim: “eu sou um TDAH” ou “eu sou o da Ritalina”. Elas se colocam nesse lugar de alguém doente, com um déficit. A vida deles vira isso.
Tratar com drogas as crianças agitadas ou com dificuldade de aprendizagem é deixar de questionar o método de ensino, o consenso da escola, e a subjetividade da criança diante do aprendizado. É uma atitude muito imediatista.
Crianças-tocam-guitarraEstamos desperdiçando jovens que poderiam ser sujeitos muito ágeis, como atletas e músicos / Crédito: Daniel Caron/FAS
CC: E quais são as alternativas ao tratamento com a droga?
WR: Tenho visto muitas crianças que, por trás da agitação, estão submetidas a uma violência, um abuso, ou a uma situação psicopedagógica não adequada. Colocar tudo como sendo um problema do cérebro da criança é muito antiético, é não levar em conta sofrimentos e as necessidades que ela está expressando.
Por exemplo, outro dia atendi uma menina que a mãe dizia ser hiperativa e precisava de Ritalina. Em cinco minutos de conversa descobri que ela tinha vivido uma situação em que o pai tentou matar a mãe. Essa criança estava angustiada, não era hiperatividade.
É claro que cada caso é um caso, há crianças realmente hiperativas e que precisam de um cuidado. Ainda assim têm muitas medicadas de maneira incorreta. E estamos vivendo uma epidemia de transtornos, ou supostos transtornos. Então além dessa medicalização excessiva, há uma falta de projetos terapêuticos para o sofrimento psíquico na infância, que é grande. Isso facilita a medicalização da infância, pois sem equipes treinadas é mais fácil só dar o remédio.
CC: Há quem exagere ou finja sintomas para conseguir a receita?
WR: Sou totalmente contrário o uso de questionários com pontos para o diagnóstico de sofrimento psíquicos [como fazem muitos psiquiatras]. Isso não é ver a criança eticamente. E os adolescentes podem fingir mesmo, porque querem tomar Ritalina para ter um bom desempenho na prova, ter mais energia para estudar.
A Ritalina é uma anfetamina associada a drogas com ação na atividade cerebral. A cocaína e as anfetaminas são consumidas por atletas que querem mais rapidez, pelos executivos que querem ficar acordados para trabalhar mais, pelos motoristas que querem fazer uma viagem e não dormir. É um verdadeiro doping.
por Ingrid Matuoka — publicado 04/10/2015 16h35, última modificação 05/10/2015 00h25

Pesquisas Questionam os Medicamentos para TDAH

Por Dr. Mercola
Quase 10 por cento das crianças dos EUA foram diagnosticadas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). A doença é descrita como "um dos distúrbios infantis mais comuns" pelo National Institute of Mental Health (Instituto Nacional de Saúde Mental), mas seus sintomas podem ser ambíguos.
Por exemplo, uma criança que tenha dificuldade em permanecer focada e prestando atenção, dificuldade em controlar o comportamento e que seja hiperativa pode ser diagnosticada com esta doença. O problema é que todas as crianças podem apresentar esses sintomas, embora algumas mais do que outras.
Somente aquelas cujos comportamentos são "mais graves" ou ocorrem “mais frequentemente" por seis meses ou mais deveriam ser diagnosticados com TDAH, mas mesmo estes são critérios subjetivos.
Não há nenhum teste ou outra maneira objetiva de detectar crianças com TDAH, muitas vezes elas são diagnosticadas com base nas observações dos pais, professores e, às vezes, de um profissional de saúde mental.
Embora a psicoterapia às vezes seja oferecida a crianças com TDAH, o tratamento mais comum para TDAH são os medicamentos estimulantes. Os medicamentos para TDAH são os medicamentos psicotrópicos mais utilizados pelas crianças (empatados no primeiro lugar com os antidepressivos).
O uso de tais medicamentos é controverso por uma série de razões que foram recentemente destacadas pela primeira avaliação sistemática abrangente de seus benefícios e danos.

Os Medicamentos para TDAH Oferecem Apenas Benefícios Moderados

Qualquer pessoa que estiver pensando em usar os medicamentos para TDAH deve considerar cuidadosamente se os benefícios superam os riscos. No caso do metilfenidato (marcas como Ritalina, Concerta, Medikinet e Equasym), isso é altamente questionável.
Pesquisas publicadas no The Cochrane Database of Systematic Reviews descobriram que o medicamento pode levar a modestas melhorias nos sintomas, comportamento geral e qualidade de vida.
No entanto, esse benefício modesto está baseado em estudos de baixa qualidade, levando os pesquisadores a recomendar cuidado ao usar o medicamento sem antes fazer uma avaliação cuidadosa. O autor do estudo, Dr. Morris Zwi, psiquiatra de crianças e adolescentes, disse:
"Nossas expectativas com esse tratamento são provavelmente maiores do que deveriam ser... Embora nossa avaliação mostre alguns indícios de benefício, devemos ter em mente que essa descoberta foi baseada em provas de muito baixa qualidade.
O que ainda precisamos são testes amplos e bem conduzidos para esclarecer os riscos versus benefícios ".
A avaliação sistemática também descobriu que o medicamento está associado a um aumento no risco de problemas de sono e perda de apetite. No geral, aqueles que tomaram metilfenidato tiveram um risco aumentado de 29 por cento de experienciar um evento adverso não grave, sendo os mais comuns problemas de sono e diminuição do apetite.

Medicamentos Estimulantes Podem Prejudicar o Sono de Crianças com TDAH

Um estudo separado publicado na revista Pediatrics também descobriu que medicamentos estimulantes, como a Ritalina, podem prejudicar o sono das crianças.
Embora os medicamentos tenham efeitos estimulantes, eles podem ter um efeito calmante nas crianças com TDAH, e alguns sugeriram que os medicamentos podem melhorar o sono ao reduzir comportamentos que levam à resistência na hora de dormir.
No entanto, esta pesquisa, que analisou nove estudos individuais, descobriu que, em geral, as crianças que tomam medicamentos estimulantes:
  • Levam mais tempo para adormecer do que as outras (com o tempo de se alongando conforme a dose aumentava)
  • Tinham uma duração de sono menor
  • Tinham uma eficiência do sono pior, que é a proporção de tempo gasto dormindo em comparação ao tempo gasto na cama
O efeito é particularmente problemático porque a falta de sono torna os sintomas da TDAH piores, com pesquisadores observando que "os efeitos adversos do sono podem minar os benefícios dos medicamentos estimulantes em alguns casos".

Os Medicamentos para TDAH Mandam 23.000 Crianças para o Pronto-Socorro Todos os Anos

Apesar de serem comuns, os medicamentos prescritos para TDAH não são "suaves" de nenhuma forma. Trata-se de narcóticos “classe 2” pesados, regulados pela Drug Enforcement Agency como uma substância controlada porque podem levar à dependência.
No entanto, a maioria das crianças diagnosticadas com TDAH terá prescritos esses medicamentos potencialmente perigosos, sendo o mais comum a Ritalina. Por definição, a Ritalina estimula o sistema nervoso central e pode certamente interferir no funcionamento delicado e complexo de seu cérebro e personalidade.
Isso sem mencionar que, nas crianças, os efeitos em longo prazo dos medicamentos são frequentemente em grande parte desconhecidos. Dito isso, os efeitos colaterais que conhecemos incluem não só problemas de sono e diminuição do apetite, mas também:
Morte súbita em pessoas com problemas cardíacos ou defeitos cardíacosDerrame e ataque cardíacoAumento da pressão arterial
Problemas de comportamento e pensamento novos ou agravamento dos já existentesTranstorno bipolar novo ou agravamento desteComportamento agressivo ou hostil novo ou agravamento destes
Novos sintomas psicóticos (como ouvir vozes, acreditar em coisas que não são verdadeiras e que são suspeitas)Novos sintomas maníacosAumento da frequência cardíaca
Retardo do crescimento (altura e peso) em criançasConvulsõesAlterações da visão ou visão turva

Uma em Cada Cinco Crianças com TDAH Pode ser Diagnosticada Erroneamente

Antes de dar ao seu filho medicamentos como a Ritalina, é importante ter a certeza de que ele tem uma verdadeira necessidade deles. Atualmente, diagnosticar o TDAH se resume a uma questão de opinião, já que não há nenhum exame físico que consiga identificar a doença.
De acordo com um estudo de 2010, estima-se que 20 por cento das crianças são diagnosticadas erroneamente com TDAH. Em outras palavras, a atuação de algumas crianças ainda pode estar dentro dos limites do comportamento infantil "normal", ou pode ser o resultado de fatores de estilo de vida ou exposições tóxicas, e não uma "doença" que requer medicamentos poderosos que alteram a mente.
As imagens da tomografia computadorizada por emissão de fóton único (single photon emission computed tomography-SPECT) feita no cérebro podem se revelar uma ferramenta inestimável para os distúrbios psiquiátricos como o TDAH.  As imagens do SPECT cerebral são diferentes do IRM anatômico ou da tomografia computadorizada.
O SPECT mede o fluxo sanguíneo e os padrões de atividade. Ele observa como o seu cérebro trabalha. É semelhante aos exames de tomografia por emissão de pósitrons (TEP), que analisam o metabolismo da glicose. Ao usar imagens do SPECT, os médicos procuram três coisas:
  • Áreas do seu cérebro que funcionam bem
  • Áreas de seu cérebro que têm baixa atividade
  • Áreas de seu cérebro que têm muita atividade
O trabalho passa a ser, em seguida, equilibrar as diferentes áreas do seu cérebro. Em seu trabalho com SPECT, o Dr. Daniel Amen, um médico e psiquiatra credenciado, identificou sete tipos de ansiedade e depressão, seis tipos de TDAH, cinco tipos de comedores compulsivos e seis tipos de vícios.
Por exemplo, as imagens de SPECT podem revelar uma baixa atividade no córtex pré-frontal, o que está geralmente associado a um controle de impulsos fraco. É também associado com o TDAH.
Outro dos principais benefícios das imagens de SPECT é a sua capacidade de identificar os danos causados por exposições tóxicas. O Dr. Amen explicou quão importantes podem ser essas conclusões para o tratamento adequado:
"Eu tive um paciente ... que foi diagnosticado com TDAH [transtorno de déficit de atenção] .Ele se consultou com  o melhor médico especialista em TDAH no país.Ele basicamente fez o diagnóstico 10 minutos após ouvir sua história.Quando nós o examinamos, ele tinha um cérebro  aparentemente totalmente tóxico.
É claro,  você terá sintomas de TDAH se você sabe que há danos na parte da frente do seu cérebro.Descobriu-se que ele tinha envenenamento por arsênico.Ele precisava de um programa de desintoxicação, não de mais Adderall.”

Exercícios Devem Ser "Prescritos" para Crianças com TDAH

Uma pesquisa publicada na revista Pediatrics descobriu que as crianças que participavam de um programa regular de atividade física tinham uma melhora no controle executivo, que inclui a inibição (a capacidade de manter o foco), memória operacional e flexibilidade cognitiva (ou alternar entre tarefas).
O funcionamento executivo é muitas vezes prejudicado em crianças com TDAH, o que significa que o exercício pode ajudar diretamente a melhorar os sintomas. Além disso, o desempenho escolar frequentemente é prejudicado em crianças com TDAH, e é uma das razões principais de muitos pais consentirem com os medicamentos.
No entanto, o exercício é bem conhecido por melhorar os resultados das provas e no desempenho acadêmico em crianças, e esta associação é particularmente forte entre as crianças com TDAH.
Um estudo descobriu, por exemplo, que um programa de atividade física antes e depois da escola reduziu a desatenção e o mau humor entre as crianças em risco de ter TDAH, bem como melhorou os resultados dos testes de matemática e leitura. Outras pesquisas revelaram que 26 minutos de atividade física por dia ajudaram a reduzir significativamente os sintomas de TDAH em alunos do ensino fundamental.
Num TED talk de 2012, John Ratey, professor associado de psiquiatria em Harvard sugeriu que o exercício deveria ser visto como uma medicação para TDAH, pois ele faz com que seu cérebro libere dopamina e serotonina, o que melhora o humor e aumenta o desempenho cognitivo. Você pode ver essa conversa abaixo.

Métodos Naturais para Ajudar a Superar Sintomas Semelhantes ao TDAH

Se o seu filho enfrenta dificuldades comportamentais ou outros sintomas semelhantes do TDAH, se ele ou ela foi diagnosticado(a) ou não com TDAH, eu recomendo fortemente abordar os seguintes fatores:
  • Açúcar em excesso. Alimentos com alto teor de açúcar e carboidratos amiláceos levam à liberação excessiva de insulina, o que pode causar queda nos níveis de açúcar no sangue ou hipoglicemia. A hipoglicemia, por sua vez, faz com que seu cérebro secrete glutamato em níveis que podem causar agitação, depressão, raiva, ansiedade e ataques de pânico. 

    Além disso, o açúcar promove a inflamação crônica em seu corpo, e muitos estudos têm demonstrado a conexão entre uma dieta de alto teor de açúcar e uma piora na saúde mental.
  • Sensibilidade ao glúten. As provas que sugerem que a sensibilidade ao glúten pode estar na raiz de uma série de condições neurológicas e psiquiátricas, incluindo o TDAH, são bastante convincentes. 

    De acordo com um estudo de 2011, a doença celíaca é "marcadamente sobrerrepresentada entre os pacientes que apresentam o TDAH", e uma dieta livre de glúten demonstrou melhorar significativamente o comportamento em crianças. 
    O estudo chegou ao ponto de sugerir que a doença celíaca deve ser adicionada à lista de sintomas de TDAH.
  • Um intestino insalubre. Como explicado pela  Dr. Natasha Campbell-McBride, uma médica com pós-graduação em neurologia, a toxicidade em seu intestino pode fluir por todo o seu corpo e em seu cérebro, onde pode causar sintomas de autismo, TDAH, dislexia, dispraxia, depressão, esquizofrenia e outros transtornos mentais. 

    Reduzir a inflamação intestinal é obrigatório para quando se abordam problemas de saúde mental, por isso aperfeiçoar a flora intestinal do seu filho é um passo crítico. 

    Isso inclui não apenas evitar alimentos processados e refinados, mas também comer alimentos tradicionalmente fermentados. Os legumes fermentados  estão possivelmente entre os alimentos fermentados mais saborosos, embora muitas crianças gostem de produtos lácteos fermentados como kefir, especialmente se você misturá-los com vitaminas de frutas saudáveis. 

    Se você não consegue fazer com que seu filho coma alimentos fermentados regularmente, um suplemento probiótico de alta qualidade pode ser altamente benéfico na correção da flora intestinal anormal que pode contribuir para a disfunção cerebral.
  • Deficiência de ômega-3 de origem animal. A pesquisa mostrou que as crianças com baixo nível de ômega-3 estão significativamente mais propensas a ser hiperativas, ter distúrbios de aprendizagem, e a exibir problemas comportamentais. As deficiências de ômega-3 também foram vinculadas à dislexia, violência e depressão. 

    Um estudo clínico publicado em 2007 examinou os efeitos do óleo de krill em adultos diagnosticados com TDAH. 

    Nesse estudo, os pacientes melhoraram sua capacidade de concentração em uma média de mais de 60 por cento depois de tomar uma dose diária de 500 miligramas (mg) de óleo de krill por seis meses. Eles também relataram uma melhoria de 50 por cento em suas habilidades de planejamento e uma melhoria de cerca de 49 por cento em suas habilidades sociais.
  • Aditivos alimentares e Ingredientes OGM.  Considera-se que alguns aditivos alimentícios  pioram o TDAH, e muitos foram posteriormente proibidos na Europa. Os culpados em potencial a ser evitados incluem os corantes alimentares Azul # 1 e # 2; Verde # 3; Laranja B; Vermelho # 3 e # 40; Amarelo # 5 e # 6; e benzoato de sódio, um conservante. 

    A investigação também demonstrou que o glifosato, um ingrediente ativo no herbicida Roundup da Monsanto, usado em grandes quantidades em plantações de Roundup Ready (Semente de Soja) geneticamente modificadas, limitam a capacidade do seu corpo de desintoxicar compostos químicos estranhos. 

    Como resultado, os efeitos prejudiciais desses produtos químicos e toxinas ambientais são ampliados e podem resultar em uma grande variedade de doenças, incluindo distúrbios cerebrais que podem afetar o comportamento. 

Fatores Adicionais para Ajudar a Aliviar os Sintomas do TDAH

  • Livre sua casa de pesticidas perigosos e outros produtos químicos sintéticos.
  • Campo eletromagnético. Limite a exposição à radiação de micro-ondas por radiofrequência, celulares e telefones portáteis, e eletropoluição. Isso é especialmente importante para o local no qual se dorme, onde o descanso e reparação ocorrem. Ele deve ser tão eletricamente neutro quanto possível.
  • Evite detergentes e produtos de limpeza industrializados utilizados em roupas e em sua casa e os substitua por produtos de limpeza naturais, sem perfumes adicionados, amaciantes, etc.
  • Passe mais tempo na natureza. Os pesquisadores descobriram que expor crianças com TDAH à natureza é uma forma acessível e saudável de controlar os sintomas.
  • Procure por terapia sensorial e ferramentas de bem-estar emocional. As ferramentas de psicologia energética tais como as Técnicas de Libertação Emocional  (Emotional Freedom Techniques-EFT) podem ajudar a melhorar a compreensão emocional e a recuperação.
  • Outras exposições tóxicas. Evite todas as toxinas conhecidas, como glutamato monossódico (MSG) e adoçantes artificiais, incluindo aspartame, mercúrio proveniente de obturações de amálgama "de prata" e flúor no abastecimento de água.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Psiquiatra confessa: o TDAH é uma mentira



Quem diria… O inventor do Transtorno de Déficit de Atenção Com ou Sem Hiperatividade (TDA/H), psiquiatra norte americano Leon Eisenberg, revelou que o TDA/H “é um excelente exemplo de uma doença fictícia”. Essas foram as palavras dele, que é considerado o pai desse “transtorno”. Ele confessou a farsa da doença aos 87 anos de idade, em sua última entrevista, sete meses antes de sua morte.


Desde 1968 que a “doença” de Eisenberg perseguia os manuais de diagnósticos e estatísticas, primeiro como “reação hipercinética da infância”, agora chamado de “TDAH”. O uso de medicamentos para o ADHD (Attention Deficit/ Hyperactivity Disorder) na Alemanha aumentou brutamente em 18 anos, de 34 kg (em 1993) para um registro de 1760 kg (em 2011). Esses números representam 51 vezes mais nas vendas. Nos Estados Unidos, uma em cada dez crianças já toma algum medicamento ADHD, em uma base diária. Também com tendência crescente dos números.
Consequentemente ou não, o Presidente da Comissão Nacional Consultiva de Ética Biomédica (NEK), Otfried Höffe, criticou o uso da Ritalina, em novembro de 2011, em seu parecer intitulado: “Valorização Humana por meio de agentes farmacológicos: o consumo de agentes farmacológicos que alteram o comportamento da criança em qualquer contribuição sobre a sua parte”.
Eisenberg atuou no “Comitê para o DSM V e CID XII, American Psychiatricindustria_farmaceutica Association” 2006-2009, era membro do “Comitê Organizador da Mulher e da Conferência Medicina (2006)”, realizou diversas conferências e assim foi disseminando o TDAH. O psicólogo americano, Lisa Cosgrove, coloca uma importante questão: esses grupos estiveram comercializando o diagnóstico de TDAH no serviço do mercado farmacêutico e foram feito sob medida para Eisenberg, com um monte de propaganda e relações publicas. Eles descobriram que dos 170 membros do painel DSM 95 (56%) tiveram uma ou mais associações financeiras com empresas da indústria farmacêutica. Cem por cento dos membros dos painéis sobre “Transtornos do Humor” e “Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos” tinham vínculos financeiros com empresas farmacêuticas. Chegaram à conclusão que as conexões são especialmente fortes nas áreas de diagnóstico, nos quais as drogas são a primeira linha de tratamentos para transtornos mentais. E na edição seguinte do manual, a situação manteve-se inalterada: 56% dos membros relataram laços com a indústria farmacêutica.
Finalmente é possível observar àqueles que falam e alcançam grande parte da população revelar que os agentes farmacológicos induzem alterações comportamentais, mas não podem educar uma criança sobre a forma de alcançar essas mudanças de comportamento de forma independente. Uma pílula não cala a dor de uma criança, mas ela a priva de uma experiência essencial que é aprender a agir automaticamente e enfaticamente, perdendo a sua liberdade e prejudicando o desenvolvimento de sua personalidade. O uso de medicamentos como a ritalina interfere a liberdade do sujeito e seus direitos pessoais. Entendemos que essa doença seja fictícia, sim. Na verdade, ela serviu para levar à indústria farmacêutica os melhores aumentos de vendas. O indivíduo pode passar por momentos de desatenção e hiperatividade por diversos motivos. Deixa-me enfatizar aqui, a falta de atenção e hiperatividade não é uma doença, senão uma fase em que o indivíduo pode passar. Cabem aos profissionais da área da saúde e aos educadores a tarefa de não colocarem as crianças no “Lead química” e auxiliá-las com relação a seus porquês e suas inseguranças. Dessa forma, não entregaremos os nossos filhos nas mãos do mercado farmacêutico.
Agora veja alguns alertas de efeitos colaterais contidos nas bulas de remédios tarja preta:
- Confusão;
– Despersonalização;
– Hostilidade;
– Alucinações;
– Reações maníacas;
– Pensamentos suicidas;
– Perda de consciência;
– Delírio;
– Sensação de embriaguez;
E então, eis a questão: por que os pais submeteriam seus filhos a remédios com efeitos colaterais tão alarmantes?

Por Anne Mascarenhas
Jornalista
 Fonte : WND, World Public Union


quarta-feira, 25 de março de 2015

Ritalina, a droga legal que ameaça o futuro




Com efeito comparável ao da cocaína, droga é receitada a crianças questionadoras e livres. Professora afirma: “podemos abortar projetos de mundo diferentes”
Por Roberto Amado, no DCM
É uma situação comum. A criança dá trabalho, questiona muito, viaja nas suas fantasias, se desliga da realidade. Os pais se incomodam e levam ao médico, um psiquiatra talvez.  Ele não hesita: o diagnóstico é déficit de atenção (ou Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH) e indica ritalina para a criança.
O medicamento é uma bomba. Da família das anfetaminas, a ritalina, ou metilfenidato, tem o mesmo mecanismo de qualquer estimulante, inclusive a cocaína, aumentando a concentração de dopamina nas sinapses. A criança “sossega”: pára de viajar, de questionar e tem o comportamento zombie like, como a própria medicina define. Ou seja, vira zumbi — um robozinho sem emoções. É um alívio para os pais, claro, e também para os médicos. Por esse motivo a droga tem sido indicada indiscriminadamente nos consultórios da vida. A ponto de o Brasil ser o segundo país que mais consome ritalina no mundo, só perdendo para os EUA.
A situação é tão grave que inspirou a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, a fazer uma declaração bombástica: “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro”, disse ela em entrevista ao  Portal Unicamp. “Quem está sendo medicado são as crianças questionadoras, que não se submetem facilmente às regras, e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias. Só vivemos hoje num mundo diferente de mil  anos atrás porque muita gente questionou, sonhou e lutou por um mundo diferente e pelas utopias. Estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes e mundos diferentes. E isso é terrível”, diz ela.
O fato, no entanto, é que o uso da ritalina reflete muito mais um problema cultural e social do que médico. A vida contemporânea, que envolve pais e mães num turbilhão de exigências profissionais, sociais e financeiras, não deixa espaço para a livre manifestação das crianças. Elas viram um problema até que cresçam. É preciso colocá-las na escola logo no primeiro ano de vida, preencher seus horários com “atividades”, diminuir ao máximo o tempo ocioso, e compensar de alguma forma a lacuna provocada pela ausência de espaços sociais e públicos. Já não há mais a rua para a criança conviver e exercer sua “criancice.
E se nada disso funcionar, a solução é enfiar ritalina goela abaixo. “Isso não quer dizer que a família seja culpada. É preciso orientá-la a lidar com essa criança. Fala-se muito que, se a criança não for tratada, vai se tornar uma dependente química ou delinquente. Nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona. E o que está acontecendo é que o diagnóstico de TDAH está sendo feito em uma porcentagem muito grande de crianças, de forma indiscriminada”, diz a médica.
Mas os problemas não param por aí. A ritalina foi retirada do mercado recentemente, num movimento de especulação comum, normalmente atribuído ao interesse por aumentar o preço da medicação. E como é uma droga química que provoca dependência, as consequências foram dramáticas. “As famílias ficaram muito preocupadas e entraram em pânico, com medo de que os filhos ficassem sem esse fornecimento”, diz a médica. “Se a criança já desenvolveu dependência química, ela pode enfrentar a crise de abstinência. Também pode apresentar surtos de insônia, sonolência, piora na atenção e na cognição, surtos psicóticos, alucinações e correm o risco de cometer até o suicídio. São dados registrados no Food and Drug Administration (FDA)”.
Enquanto isso, a ritalina também entra no mercado dos jovens e das baladas. A medicação inibe o apetite e, portanto, promove emagrecimento. Além disso, oferece o efeito “estou podendo” — ou seja, dá a sensação de raciocínio rápido, capacidade de fazer várias atividades ao mesmo tempo, muito animação e estímulo sexual — ou, pelo menos, a impressão disso. “Não há ressaca ou qualquer efeito no dia seguinte e nem é preciso beber para ficar loucaça”, diz uma usuária da droga nas suas incursões noturnas às baladas de São Paulo. “Eu tomo logo umas duas e saio causando, beijando todo mundo, dançando o tempo todo, curtindo mesmo”, diz ela.

Pesquisa da USP aponta: Ritalina não melhora cognição

A doutoranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano, Camila Tarif Ferreira Folquitto, defendeu em 2009, no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), uma dissertação de mestrado sobre suas pesquisas a respeito da afetividade e cognição, fazendo um recorte em dois grupos de alunos diagnosticados com TDAH. Um que utilizava o medicamento e outro que não usava. Descobriu  que o uso do Metilfenitado/Ritalina não ajuda no processo de cognição, responsável pela aprendizagem.

De acordo com as pesquisas dela, do ponto de vista cognitivo, existem diferenças importantes no desenvolvimento de crianças com TDAH quando comparadas com crianças sem qualquer diagnóstico e que a teoria de Piaget acerca do desenvolvimento psicológico, do processo de transição do estágio pré-operatório para o estágio operatório concreto de desenvolvimento, é um subsídio teórico importante para a compreensão deste transtorno, em especial a construção operatória da noção de tempo.

A hipótese geral trabalhada pela pesquisadora foi a de que crianças com TDAH apresentariam déficits no desenvolvimento de noções operatórias, como a conservação, reversibilidade e apreensão temporal. De acordo com ela, foram entrevistadas 62 crianças, com idades entre 6 a 12 anos, subdividas em dois grupos: uma amostra clínica de crianças diagnosticadas com TDAH e uma amostra de crianças sem diagnóstico. A amostra clínica foi também dividida entre crianças que faziam uso do Metilfenidato/Ritalina e de crianças não medicadas. O intuito da pesquisa foi observar se a medicação exerceria alguma influência no desempenho das crianças em provas piagetianas.

Os resultados da pesquisa demonstraram haver diferença estatisticamente significativa entre o desempenho das crianças dos diferentes grupos. Crianças com TDAH apresentaram uma tendência a terem suas respostas classificadas em níveis inferiores ao esperado, quando comparadas ao grupo de controle, que é  aquele composto por crianças sem o diagnóstico.

Porém, em relação ao grupo de alunos que utilizou o Metilfenidato/Ritalina, a pesquisadora descobriu não haver diferença significativa entre os grupos, ou seja, o remédio não ajuda no processo de cognição. Apesar  da pesquisadora citar ser importante no tratamento, na realidade o Metilfenidato/Ritalina não demonstrou ser suficiente para potencializar o desenvolvimento cognitivo de crianças com TDAH, superando os déficits observados. De acordo com ela, esses achados corroboram a hipótese de déficit na aquisição das noções operatórias em crianças com TDAH e concluiu ser necessária novas reflexões a respeito do TDAH, considerando alternativas de intervenções que considerem os déficits observados, ultrapassando o tratamento medicamentoso.

Quer conhecer melhor os estudos da pesquisadora? Clique aqui e leia a dissertação, que está disponível online.

domingo, 13 de julho de 2014

RITALINA EM DEBATE - NOVAS REGRAS PARA CONTROLAR A PRESCRIÇÃO GENERALIZADA



Inspirados no protocolo para a abordagem das agitações/dispersões na infância e adolescência de Campinas, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo organizou um grupo de trabalho para estudar o emprego do metilfenidato, por intermédio de sua área técnica de assistência farmacêutica. Criou-se, então, uma portaria ( 986/2014 ) que passa a prescrever novas normas para o uso da medicação. 
A nova regulação nasce da valorização da clínica ampliada, do trabalho transdisciplinar e da necessidade do projeto terapêutico singular, dispositivos disseminados pela PNH - Política Nacional de Humanização. Mudar o modelo de cuidado foi o norteador da iniciativa.
Janaína Diogo, técnica em saúde mental da Secretaria Municipal de São Paulo, Silvana Rabello ( psicanalista e professora da PUC - SP ) e Maria Aparecida Moysés, pediatra e professora da UNICAMP são as entrevistadas do programa Educação Brasileira. Um encontro prá lá de interessante e potente.
Os estudos internacionais de medicina baseada em evidências para o uso do metilfenidato não se enquadram nos critérios básicos de cientificidade necessários, segundo Maria Aparecida Moysés.  

Tomar o sintoma agitação/dispersão como se fosse uma doença é tomar a parte pelo todo. Os comportamentos não são doença, mas indícios de algo que precisa ser olhado com a urgente necessidade de análise dos modos de vida contemporâneos. Esse deve ser o centro da cena a ser levado sempre em conta, se não quisermos correr o risco de ficar na aparência, na mera descrição empírica/fenomênica dos comportamentos.
A vida psíquica é muito mais complexa do que pensa a nossa vã psicopatologia.




quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Secretaria de Saúde de Videira implanta programa e cria critérios rigorosos no fornecimento de medicamento para Déficit de Atenção e Hiperatividade

A Secretaria da Saúde de Videira-SC, em uma iniciativa inédita, acaba de desenvolver protocolos rigorosos para o fornecimento do medicamento Cloridrato de Metilfenidato 10mg (Ritalina® / Concerta®) na Farmácia Básica Municipal. A droga que tem como princípio ativo a substância “Cloridrato de Metilfenidato”, comercialmente conhecida como Ritalina® ou Concerta, é usada no tratamento medicamentoso dos casos de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), narcolepsia e hipersonia idiotática do sistema nervoso central (SNC). É uma substância química utilizada como estimulante do sistema nervoso central, com mecanismo de ação ainda não bem elucidado, estruturalmente relacionado com as anfetaminas, podendo provocar entre outras complicações, alterações psíquicas, lesões cerebrais, risco de convulsões e retardo de crescimento.

Segundo levantamentos realizados por técnicos da Secretaria da Saúde de Videira, no ano de 2011, a Farmácia Básica Municipal forneceu 7.155 comprimidos do medicamento “Ritalina®”, para crianças e adolescentes. Em 2012 esse número saltou para 13.685 comprimidos do mesmo medicamento, ou seja, quase o dobro do ano anterior, o que pode indicar a prescrição desnecessária do medicamento.







O secretário de Saúde, Caetano Cardoso, explica que foi com base nesses números e, preocupada com a prescrição indiscriminada do medicamento, que a Secretaria da Saúde acaba de implantar o programa “Com olhos de criança”. O projeto é desenvolvido por uma equipe multidisciplinar composta por médico, farmacêutica, enfermeira, psicóloga e técnica de enfermagem. “O programa tem como objetivo considerar a história de vida das crianças e adolescentes dialogando com os profissionais de educação e saúde, distinguindo os sintomas que são inerentes à infância e adolescência, em um determinado contexto social e cultural que podem impactar nas relações pedagógicas, dos casos clínicos que realmente necessitam de atenção em saúde”, diz.

Indicações do uso do metilfenidato

Conforme o protocolo de atendimento criado pela Secretaria de Saúde de Videira, a partir de agora o Cloridrato de Metilfenidato 10mg (Ritalina® / Concerta®), no município, estará padronizado para crianças e adolescentes (06 anos e 17 anos e 11 meses) com sintomas de hiperatividade e/ou déficit de atenção, diagnosticados criteriosamente, com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Ainda de acordo com o documento, o tratamento com Metilfenidato não é indicado em todos os casos de dificuldades de escolarização ou de hiperatividade ou de dificuldade de atenção. A decisão de prescrever Metilfenidato deve depender da determinação da gravidade dos sintomas, de sua adequação à idade da criança e de outras possibilidades de trabalho psicoterapêutico e pediátrico (orientação familiar e de professores), devendo o tratamento medicamentoso ser realizado depois de esgotadas todas as outras possibilidades. Portanto, o TDAH deve ser considerado somente após levantamento detalhado da história e avaliação por equipe multiprofissional da criança/adolescente.


Quem poderá ser beneficiado pelo Programa “Com olhos de criança”

Crianças e adolescentes, de 6 a 17 anos e 11 meses, morador (residentes) do município de Videira, cadastrados na Unidade de Saúde de referência e em seguimento horizontal; Acompanhado de: Exames (hemograma com contagem de plaquetas, creatinina, TSH, TGO e TGP, ECG); Curva de crescimento; Avaliação do psicólogo e psicopedagogo do Centro Especializado de Ensino e Aprendizagem ou da escola que acompanham a criança/adolescente com anexo o encaminhamento da escola.

Critérios de exclusão do programa

Crianças e adolescentes que apresentarem: Dificuldade de Aprendizagem e transtornos relacionados; Dificuldades de escolarização decorrentes de má adaptação escolar, projeto pedagógico não singularizado, relação professor(a)-aluno inadequada, propostas de reforço de atividades que expõem a dificuldade criança/adolescente diante os demais colegas, gerando discriminação e maus tratos entre pares; Ansiedade; Depressão e/ou antecedente familiar de depressão grave; Hipertensão arterial sistêmica; Doença cardiovascular; Transtorno afetivo bipolar ou outros transtornos psiquiátricos primários; Transtorno mental orgânico; Psicose e/ou antecedente familiar de psicose; Alterações da tiroide; Glaucoma e/ou antecedente familiar de glaucoma; Dependência de álcool e substâncias psicoativas, ou sintomas secundários a fatores ambientais; Não preenchimento dos critérios de inclusão; e ausência de benefício após 03 meses do inicio do tratamento.

Benefícios com a implantação da iniciativa

Otimização do tratamento dos pacientes com transtorno de TDAH; Tratamento e acompanhamento realizado por equipe multiprofissional; Identificação precoce, correta e criteriosa da medicação na data da consulta na própria unidade de saúde; Enfoque biopsicossocial objetivando a inserção social; Coleta de informações e dados da realidade do município frente aos casos atendidos e redução do uso abusivo do Metilfenidato e seus efeitos adversos.


Silvia Palma
Assessoria de Comunicação Prefeitura de Videira


Apenas uma correção...a iniciativa é inédita no estado de Santa Catarina, entretanto o município de Campinas SP já desenvolveu esse trabalho anteriormente. Inclusive os protocolos de Campinas serviram de base para a elaboração dos protocolos sistematizados na cidade de Videira SC .