terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Psiquiatra confessa: o TDAH é uma mentira



Quem diria… O inventor do Transtorno de Déficit de Atenção Com ou Sem Hiperatividade (TDA/H), psiquiatra norte americano Leon Eisenberg, revelou que o TDA/H “é um excelente exemplo de uma doença fictícia”. Essas foram as palavras dele, que é considerado o pai desse “transtorno”. Ele confessou a farsa da doença aos 87 anos de idade, em sua última entrevista, sete meses antes de sua morte.


Desde 1968 que a “doença” de Eisenberg perseguia os manuais de diagnósticos e estatísticas, primeiro como “reação hipercinética da infância”, agora chamado de “TDAH”. O uso de medicamentos para o ADHD (Attention Deficit/ Hyperactivity Disorder) na Alemanha aumentou brutamente em 18 anos, de 34 kg (em 1993) para um registro de 1760 kg (em 2011). Esses números representam 51 vezes mais nas vendas. Nos Estados Unidos, uma em cada dez crianças já toma algum medicamento ADHD, em uma base diária. Também com tendência crescente dos números.
Consequentemente ou não, o Presidente da Comissão Nacional Consultiva de Ética Biomédica (NEK), Otfried Höffe, criticou o uso da Ritalina, em novembro de 2011, em seu parecer intitulado: “Valorização Humana por meio de agentes farmacológicos: o consumo de agentes farmacológicos que alteram o comportamento da criança em qualquer contribuição sobre a sua parte”.
Eisenberg atuou no “Comitê para o DSM V e CID XII, American Psychiatricindustria_farmaceutica Association” 2006-2009, era membro do “Comitê Organizador da Mulher e da Conferência Medicina (2006)”, realizou diversas conferências e assim foi disseminando o TDAH. O psicólogo americano, Lisa Cosgrove, coloca uma importante questão: esses grupos estiveram comercializando o diagnóstico de TDAH no serviço do mercado farmacêutico e foram feito sob medida para Eisenberg, com um monte de propaganda e relações publicas. Eles descobriram que dos 170 membros do painel DSM 95 (56%) tiveram uma ou mais associações financeiras com empresas da indústria farmacêutica. Cem por cento dos membros dos painéis sobre “Transtornos do Humor” e “Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos” tinham vínculos financeiros com empresas farmacêuticas. Chegaram à conclusão que as conexões são especialmente fortes nas áreas de diagnóstico, nos quais as drogas são a primeira linha de tratamentos para transtornos mentais. E na edição seguinte do manual, a situação manteve-se inalterada: 56% dos membros relataram laços com a indústria farmacêutica.
Finalmente é possível observar àqueles que falam e alcançam grande parte da população revelar que os agentes farmacológicos induzem alterações comportamentais, mas não podem educar uma criança sobre a forma de alcançar essas mudanças de comportamento de forma independente. Uma pílula não cala a dor de uma criança, mas ela a priva de uma experiência essencial que é aprender a agir automaticamente e enfaticamente, perdendo a sua liberdade e prejudicando o desenvolvimento de sua personalidade. O uso de medicamentos como a ritalina interfere a liberdade do sujeito e seus direitos pessoais. Entendemos que essa doença seja fictícia, sim. Na verdade, ela serviu para levar à indústria farmacêutica os melhores aumentos de vendas. O indivíduo pode passar por momentos de desatenção e hiperatividade por diversos motivos. Deixa-me enfatizar aqui, a falta de atenção e hiperatividade não é uma doença, senão uma fase em que o indivíduo pode passar. Cabem aos profissionais da área da saúde e aos educadores a tarefa de não colocarem as crianças no “Lead química” e auxiliá-las com relação a seus porquês e suas inseguranças. Dessa forma, não entregaremos os nossos filhos nas mãos do mercado farmacêutico.
Agora veja alguns alertas de efeitos colaterais contidos nas bulas de remédios tarja preta:
- Confusão;
– Despersonalização;
– Hostilidade;
– Alucinações;
– Reações maníacas;
– Pensamentos suicidas;
– Perda de consciência;
– Delírio;
– Sensação de embriaguez;
E então, eis a questão: por que os pais submeteriam seus filhos a remédios com efeitos colaterais tão alarmantes?

Por Anne Mascarenhas
Jornalista
 Fonte : WND, World Public Union


quarta-feira, 25 de março de 2015

Ritalina, a droga legal que ameaça o futuro




Com efeito comparável ao da cocaína, droga é receitada a crianças questionadoras e livres. Professora afirma: “podemos abortar projetos de mundo diferentes”
Por Roberto Amado, no DCM
É uma situação comum. A criança dá trabalho, questiona muito, viaja nas suas fantasias, se desliga da realidade. Os pais se incomodam e levam ao médico, um psiquiatra talvez.  Ele não hesita: o diagnóstico é déficit de atenção (ou Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH) e indica ritalina para a criança.
O medicamento é uma bomba. Da família das anfetaminas, a ritalina, ou metilfenidato, tem o mesmo mecanismo de qualquer estimulante, inclusive a cocaína, aumentando a concentração de dopamina nas sinapses. A criança “sossega”: pára de viajar, de questionar e tem o comportamento zombie like, como a própria medicina define. Ou seja, vira zumbi — um robozinho sem emoções. É um alívio para os pais, claro, e também para os médicos. Por esse motivo a droga tem sido indicada indiscriminadamente nos consultórios da vida. A ponto de o Brasil ser o segundo país que mais consome ritalina no mundo, só perdendo para os EUA.
A situação é tão grave que inspirou a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, a fazer uma declaração bombástica: “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro”, disse ela em entrevista ao  Portal Unicamp. “Quem está sendo medicado são as crianças questionadoras, que não se submetem facilmente às regras, e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias. Só vivemos hoje num mundo diferente de mil  anos atrás porque muita gente questionou, sonhou e lutou por um mundo diferente e pelas utopias. Estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes e mundos diferentes. E isso é terrível”, diz ela.
O fato, no entanto, é que o uso da ritalina reflete muito mais um problema cultural e social do que médico. A vida contemporânea, que envolve pais e mães num turbilhão de exigências profissionais, sociais e financeiras, não deixa espaço para a livre manifestação das crianças. Elas viram um problema até que cresçam. É preciso colocá-las na escola logo no primeiro ano de vida, preencher seus horários com “atividades”, diminuir ao máximo o tempo ocioso, e compensar de alguma forma a lacuna provocada pela ausência de espaços sociais e públicos. Já não há mais a rua para a criança conviver e exercer sua “criancice.
E se nada disso funcionar, a solução é enfiar ritalina goela abaixo. “Isso não quer dizer que a família seja culpada. É preciso orientá-la a lidar com essa criança. Fala-se muito que, se a criança não for tratada, vai se tornar uma dependente química ou delinquente. Nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona. E o que está acontecendo é que o diagnóstico de TDAH está sendo feito em uma porcentagem muito grande de crianças, de forma indiscriminada”, diz a médica.
Mas os problemas não param por aí. A ritalina foi retirada do mercado recentemente, num movimento de especulação comum, normalmente atribuído ao interesse por aumentar o preço da medicação. E como é uma droga química que provoca dependência, as consequências foram dramáticas. “As famílias ficaram muito preocupadas e entraram em pânico, com medo de que os filhos ficassem sem esse fornecimento”, diz a médica. “Se a criança já desenvolveu dependência química, ela pode enfrentar a crise de abstinência. Também pode apresentar surtos de insônia, sonolência, piora na atenção e na cognição, surtos psicóticos, alucinações e correm o risco de cometer até o suicídio. São dados registrados no Food and Drug Administration (FDA)”.
Enquanto isso, a ritalina também entra no mercado dos jovens e das baladas. A medicação inibe o apetite e, portanto, promove emagrecimento. Além disso, oferece o efeito “estou podendo” — ou seja, dá a sensação de raciocínio rápido, capacidade de fazer várias atividades ao mesmo tempo, muito animação e estímulo sexual — ou, pelo menos, a impressão disso. “Não há ressaca ou qualquer efeito no dia seguinte e nem é preciso beber para ficar loucaça”, diz uma usuária da droga nas suas incursões noturnas às baladas de São Paulo. “Eu tomo logo umas duas e saio causando, beijando todo mundo, dançando o tempo todo, curtindo mesmo”, diz ela.

Pesquisa da USP aponta: Ritalina não melhora cognição

A doutoranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano, Camila Tarif Ferreira Folquitto, defendeu em 2009, no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), uma dissertação de mestrado sobre suas pesquisas a respeito da afetividade e cognição, fazendo um recorte em dois grupos de alunos diagnosticados com TDAH. Um que utilizava o medicamento e outro que não usava. Descobriu  que o uso do Metilfenitado/Ritalina não ajuda no processo de cognição, responsável pela aprendizagem.

De acordo com as pesquisas dela, do ponto de vista cognitivo, existem diferenças importantes no desenvolvimento de crianças com TDAH quando comparadas com crianças sem qualquer diagnóstico e que a teoria de Piaget acerca do desenvolvimento psicológico, do processo de transição do estágio pré-operatório para o estágio operatório concreto de desenvolvimento, é um subsídio teórico importante para a compreensão deste transtorno, em especial a construção operatória da noção de tempo.

A hipótese geral trabalhada pela pesquisadora foi a de que crianças com TDAH apresentariam déficits no desenvolvimento de noções operatórias, como a conservação, reversibilidade e apreensão temporal. De acordo com ela, foram entrevistadas 62 crianças, com idades entre 6 a 12 anos, subdividas em dois grupos: uma amostra clínica de crianças diagnosticadas com TDAH e uma amostra de crianças sem diagnóstico. A amostra clínica foi também dividida entre crianças que faziam uso do Metilfenidato/Ritalina e de crianças não medicadas. O intuito da pesquisa foi observar se a medicação exerceria alguma influência no desempenho das crianças em provas piagetianas.

Os resultados da pesquisa demonstraram haver diferença estatisticamente significativa entre o desempenho das crianças dos diferentes grupos. Crianças com TDAH apresentaram uma tendência a terem suas respostas classificadas em níveis inferiores ao esperado, quando comparadas ao grupo de controle, que é  aquele composto por crianças sem o diagnóstico.

Porém, em relação ao grupo de alunos que utilizou o Metilfenidato/Ritalina, a pesquisadora descobriu não haver diferença significativa entre os grupos, ou seja, o remédio não ajuda no processo de cognição. Apesar  da pesquisadora citar ser importante no tratamento, na realidade o Metilfenidato/Ritalina não demonstrou ser suficiente para potencializar o desenvolvimento cognitivo de crianças com TDAH, superando os déficits observados. De acordo com ela, esses achados corroboram a hipótese de déficit na aquisição das noções operatórias em crianças com TDAH e concluiu ser necessária novas reflexões a respeito do TDAH, considerando alternativas de intervenções que considerem os déficits observados, ultrapassando o tratamento medicamentoso.

Quer conhecer melhor os estudos da pesquisadora? Clique aqui e leia a dissertação, que está disponível online.

domingo, 13 de julho de 2014

RITALINA EM DEBATE - NOVAS REGRAS PARA CONTROLAR A PRESCRIÇÃO GENERALIZADA



Inspirados no protocolo para a abordagem das agitações/dispersões na infância e adolescência de Campinas, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo organizou um grupo de trabalho para estudar o emprego do metilfenidato, por intermédio de sua área técnica de assistência farmacêutica. Criou-se, então, uma portaria ( 986/2014 ) que passa a prescrever novas normas para o uso da medicação. 
A nova regulação nasce da valorização da clínica ampliada, do trabalho transdisciplinar e da necessidade do projeto terapêutico singular, dispositivos disseminados pela PNH - Política Nacional de Humanização. Mudar o modelo de cuidado foi o norteador da iniciativa.
Janaína Diogo, técnica em saúde mental da Secretaria Municipal de São Paulo, Silvana Rabello ( psicanalista e professora da PUC - SP ) e Maria Aparecida Moysés, pediatra e professora da UNICAMP são as entrevistadas do programa Educação Brasileira. Um encontro prá lá de interessante e potente.
Os estudos internacionais de medicina baseada em evidências para o uso do metilfenidato não se enquadram nos critérios básicos de cientificidade necessários, segundo Maria Aparecida Moysés.  

Tomar o sintoma agitação/dispersão como se fosse uma doença é tomar a parte pelo todo. Os comportamentos não são doença, mas indícios de algo que precisa ser olhado com a urgente necessidade de análise dos modos de vida contemporâneos. Esse deve ser o centro da cena a ser levado sempre em conta, se não quisermos correr o risco de ficar na aparência, na mera descrição empírica/fenomênica dos comportamentos.
A vida psíquica é muito mais complexa do que pensa a nossa vã psicopatologia.




quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Secretaria de Saúde de Videira implanta programa e cria critérios rigorosos no fornecimento de medicamento para Déficit de Atenção e Hiperatividade

A Secretaria da Saúde de Videira-SC, em uma iniciativa inédita, acaba de desenvolver protocolos rigorosos para o fornecimento do medicamento Cloridrato de Metilfenidato 10mg (Ritalina® / Concerta®) na Farmácia Básica Municipal. A droga que tem como princípio ativo a substância “Cloridrato de Metilfenidato”, comercialmente conhecida como Ritalina® ou Concerta, é usada no tratamento medicamentoso dos casos de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), narcolepsia e hipersonia idiotática do sistema nervoso central (SNC). É uma substância química utilizada como estimulante do sistema nervoso central, com mecanismo de ação ainda não bem elucidado, estruturalmente relacionado com as anfetaminas, podendo provocar entre outras complicações, alterações psíquicas, lesões cerebrais, risco de convulsões e retardo de crescimento.

Segundo levantamentos realizados por técnicos da Secretaria da Saúde de Videira, no ano de 2011, a Farmácia Básica Municipal forneceu 7.155 comprimidos do medicamento “Ritalina®”, para crianças e adolescentes. Em 2012 esse número saltou para 13.685 comprimidos do mesmo medicamento, ou seja, quase o dobro do ano anterior, o que pode indicar a prescrição desnecessária do medicamento.







O secretário de Saúde, Caetano Cardoso, explica que foi com base nesses números e, preocupada com a prescrição indiscriminada do medicamento, que a Secretaria da Saúde acaba de implantar o programa “Com olhos de criança”. O projeto é desenvolvido por uma equipe multidisciplinar composta por médico, farmacêutica, enfermeira, psicóloga e técnica de enfermagem. “O programa tem como objetivo considerar a história de vida das crianças e adolescentes dialogando com os profissionais de educação e saúde, distinguindo os sintomas que são inerentes à infância e adolescência, em um determinado contexto social e cultural que podem impactar nas relações pedagógicas, dos casos clínicos que realmente necessitam de atenção em saúde”, diz.

Indicações do uso do metilfenidato

Conforme o protocolo de atendimento criado pela Secretaria de Saúde de Videira, a partir de agora o Cloridrato de Metilfenidato 10mg (Ritalina® / Concerta®), no município, estará padronizado para crianças e adolescentes (06 anos e 17 anos e 11 meses) com sintomas de hiperatividade e/ou déficit de atenção, diagnosticados criteriosamente, com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Ainda de acordo com o documento, o tratamento com Metilfenidato não é indicado em todos os casos de dificuldades de escolarização ou de hiperatividade ou de dificuldade de atenção. A decisão de prescrever Metilfenidato deve depender da determinação da gravidade dos sintomas, de sua adequação à idade da criança e de outras possibilidades de trabalho psicoterapêutico e pediátrico (orientação familiar e de professores), devendo o tratamento medicamentoso ser realizado depois de esgotadas todas as outras possibilidades. Portanto, o TDAH deve ser considerado somente após levantamento detalhado da história e avaliação por equipe multiprofissional da criança/adolescente.


Quem poderá ser beneficiado pelo Programa “Com olhos de criança”

Crianças e adolescentes, de 6 a 17 anos e 11 meses, morador (residentes) do município de Videira, cadastrados na Unidade de Saúde de referência e em seguimento horizontal; Acompanhado de: Exames (hemograma com contagem de plaquetas, creatinina, TSH, TGO e TGP, ECG); Curva de crescimento; Avaliação do psicólogo e psicopedagogo do Centro Especializado de Ensino e Aprendizagem ou da escola que acompanham a criança/adolescente com anexo o encaminhamento da escola.

Critérios de exclusão do programa

Crianças e adolescentes que apresentarem: Dificuldade de Aprendizagem e transtornos relacionados; Dificuldades de escolarização decorrentes de má adaptação escolar, projeto pedagógico não singularizado, relação professor(a)-aluno inadequada, propostas de reforço de atividades que expõem a dificuldade criança/adolescente diante os demais colegas, gerando discriminação e maus tratos entre pares; Ansiedade; Depressão e/ou antecedente familiar de depressão grave; Hipertensão arterial sistêmica; Doença cardiovascular; Transtorno afetivo bipolar ou outros transtornos psiquiátricos primários; Transtorno mental orgânico; Psicose e/ou antecedente familiar de psicose; Alterações da tiroide; Glaucoma e/ou antecedente familiar de glaucoma; Dependência de álcool e substâncias psicoativas, ou sintomas secundários a fatores ambientais; Não preenchimento dos critérios de inclusão; e ausência de benefício após 03 meses do inicio do tratamento.

Benefícios com a implantação da iniciativa

Otimização do tratamento dos pacientes com transtorno de TDAH; Tratamento e acompanhamento realizado por equipe multiprofissional; Identificação precoce, correta e criteriosa da medicação na data da consulta na própria unidade de saúde; Enfoque biopsicossocial objetivando a inserção social; Coleta de informações e dados da realidade do município frente aos casos atendidos e redução do uso abusivo do Metilfenidato e seus efeitos adversos.


Silvia Palma
Assessoria de Comunicação Prefeitura de Videira


Apenas uma correção...a iniciativa é inédita no estado de Santa Catarina, entretanto o município de Campinas SP já desenvolveu esse trabalho anteriormente. Inclusive os protocolos de Campinas serviram de base para a elaboração dos protocolos sistematizados na cidade de Videira SC .

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A ritalina e os riscos de um 'genocídio do futuro'

Para uns, ela é uma droga perversa. Para outros, a 'tábua de salvação'. Trata-se da ritalina, o metilfenidato, da família das anfetaminas, prescrita para adultos e crianças portadores de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Teria o objetivo de melhorar a concentração, diminuir o cansaço e acumular mais informação em menos tempo. Esse fármaco desapareceu das prateleiras brasileiras há poucos meses (e já começou a voltar), trazendo instabilidade principalmente aos pais, pela incerteza do consumo pelos filhos. Ocorre que essa droga pode trazer dependência química, pois tem o mesmo mecanismo de ação da cocaína, sendo classificada pela Drug Enforcement Administration como um narcótico. No caso de consumo pela criança, que tem seu organismo ainda em fase de formação, a ritalina vem sendo indicada de maneira indiscriminada, sem o devido rigor no diagnóstico. Tanto que, no momento, o país se desponta na segunda posição mundial de consumo da droga, figurando apenas atrás dos Estados Unidos. Como acontece com boa parte dos medicamentos da família das anfetaminas, a ritalina 'chafurda' a ilegalidade, com jovens procurando a euforia química e o emagrecimento sem dispor de receita médica. Fala-se muito que, se não fizer o tratamento com a ritalina, o paciente se tornará um delinquente. "Mas nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona", critica a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro. Mais vale a orientação familiar”, encoraja a pediatra, que concedeu entrevista, a seguir, ao Portal Unicamp
Portal Unicamp – Há pouco tempo, faltou distribuição de ritalina no mercado brasileiro. Como essa lacuna foi sentida?
Cida Moysés – Não sabemos verdadeiramente o motivo de faltar o medicamento, mas isso criou uma instabilidade nas pessoas. As famílias ficaram muito preocupadas e entraram em pânico, com medo de que os filhos ficassem sem esse fornecimento. Isso foi sentido de um modo muito mais intenso do que com outros medicamentos que de fato demonstram que sua interrupção seria mais complicada que a ritalina. São os casos dos medicamentos para diabetes ou hipertensão. Apesar de não conhecermos a razão dessa falta do medicamento, sabemos das estratégias de mercado para outros produtos como o açúcar e o café que faltam no supermercado e, por isso, também para os medicamentos que faltam na farmácia. Quando somem das prateleiras, eles criam angústia. No entanto, em geral, retornam mais tarde. E mais caros, é óbvio.
Portal Unicamp – O que é a ritalina? Como ela age?
Cida Moysés – A ritalina, assim como o concerta (que tem a mesma substância da ritalina – o metilfenidato, é um estimulante do sistema nervoso central - SNC), tem o mesmo mecanismo de ação das anfetaminas e da cocaína, bem como de qualquer outro estimulante. Ela aumenta a concentração de dopaminas (neurotransmissor associado ao prazer) nas sinapses, mas não em níveis fisiológicos. É certo que os prazeres da vida também fazem elevar um pouco a dopamina, porém durante um pequeno período de tempo. Contudo, o metilfenidato aumenta muito mais. Assim, os prazeres da vida não conseguem competir com essa elevação. A única coisa que dá prazer, que acalma, é mais um outro comprimido de metilfenidato, de anfetamina. Esse é o mecanismo clássico da dependência química. É também o que faz a cocaína.
Portal Unicamp – Quando a ritalina é indicada?
Cida Moysés – Para quem indica, é nos casos com diagnóstico de TDAH. Eu não indico. Para esses médicos, entendo que é necessário traçar uma relação custo-benefício: quanto ganho com esse tratamento em termos de vantagens e de desvantagens. Sabe-se que é uma droga que possui inúmeras reações adversas, como qualquer droga psicoativa. Considero extremamente complicado usar uma droga com essas reações para melhorar o comportamento de uma criança. Qual é o preço disso?

Portal Unicamp – Quais são os sintomas principais?
Cida Moysés – As reações adversas estão em todo o organismo e, no sistema nervoso central então, são inúmeras. Isso é mencionado em qualquer livro de Farmacologia. A lista de sintomas é enorme. Se a criança já desenvolveu dependência química, ela pode enfrentar a crise de abstinência. Também pode apresentar surtos de insônia, sonolência, piora na atenção e na cognição, surtos psicóticos, alucinações e correm o risco de cometer até o suicídio. São dados registrados no Food and Drug Administration (FDA). São relatos espontâneos feitos por médicos. Não é algo desprezível. Além disso, aparecem outros sintomas como cefaleia, tontura e efeito zombie like, em que a pessoa fica quimicamente contida em si mesma.
Portal Unicamp – Não é pouca coisa...
Cida Moysés – Ocorre que isso não é efeito terapêutico. É reação adversa, sinal de toxicidade. Além disso, no sistema cardiovascular é possível ter hipertensão, taquicardia, arritmia e até parada cardíaca. No sistema gastrointestinal, quem já tomou remédio para emagrecer conhece bem essas reações: boca seca, falta de apetite, dor no estômago. A droga interfere em todo o sistema endócrino, que interfere na hipófise. Altera a secreção de hormônios sexuais e diminui a secreção do hormônio de crescimento. Logo, as crianças ficam mais baixas e também essa droga age no peso. Verificando tudo isso, a relação de custo-benefício não vale a pena. Não indico metilfenidato para as crianças. Se não indico para um neto, uma criança da família, não indico para uma outra criança.
Portal Unicamp – Criança não comportada é um problema social?
Cida Moysés – Está se tornando. E não vai se resolver colocando um diagnóstico de uma doença neurológica ou neuropsiquiátrica e administrando um psicotrópico para uma criança.




Portal Unicamp – Qual seria o tratamento então?
Cida Moysés – Um levantamento de 2011, publicado pelo equivalente ao Ministério da Saúde nos Estados Unidos, envolve uma pesquisa feita pelo Centro de Medicina baseado em Evidências da Universidade de McMaster, no Canadá, que analisou todas as publicações de 1980 a 2010 sobre o tratamento de TDAH. O primeiro dado interessante foi que, dos dez mil trabalhos que provaram que o metilfenidato funciona, é seguro, apenas 12 foram considerados publicações científicas. Todo o resto foi descartado por não preencher os critérios de cientificidade. Esse é um aspecto muito importante. Dos 12 trabalhos restantes, o que eles encontraram foi que a orientação familiar tem alta evidência de bons resultados, e o medicamento tem baixa evidência. Isso não quer dizer que a família seja culpada. É preciso orientá-la como lidar com essa criança. Além disso, os dados dessa pesquisa sobre rendimento escolar foram inconclusivos, assim como não há nenhum dado que permita dizer que melhora o prognóstico em longo prazo. Fala-se muito que, se a criança não for tratada, vai se tornar uma dependente química ou delinquente. Nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona. E o que está acontecendo é que o diagnóstico de TDAH está sendo feito em uma porcentagem muito grande de crianças, de forma indiscriminada.
Portal Unicamp – Dê um exemplo.
Cida Moysés – Quando se fala em 5% a 10% de pessoas com determinado problema, o conhecimento médico exige que se assuma que isso é um produto social, e não uma doença inata, neurológica, como seria o TDAH, e muito menos genética. Não dá para pensar em porcentagens. Em Medicina, sobre doenças desse tipo fala-se em 1 para 100 mil ou em 1 para 1 milhão. Então, é algo socialmente que vem se produzindo. Quando digo isso, de novo, não estou dizendo que a família é a culpada. Pelo contrário, é um modo de viver que estamos produzindo.
Portal Unicamp – Quem está sendo medicado?
Cida Moysés – São as crianças questionadoras (que não se submetem facilmente às regras) e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias. Só vivemos hoje num mundo diferente de 1.000 anos atrás porque muita gente questionou, sonhou e lutou por um mundo diferente e pelas utopias. Quando impedimos isso quimicamente, segundo a frase de um psiquiatra uruguaio, “a gente corre o risco de estar fazendo um genocídio do futuro”.  Estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes e mundos diferentes. E isso é terrível.


Portal Unicamp – Na França, o TDAH é praticamente zero. A que se deve isso?
Cida Moysés – Isso se deve a valores culturais, fundamentalmente.
Portal Unicamp – Isso em países desenvolvidos?
Cida Moysés – Não necessariamente. Ninguém pode dizer que os EUA não sejam desenvolvidos. Não obstante, o país é o primeiro grande consumidor mundial da ritalina, da onde irradia tudo. O Brasil vem logo em seguida, como segundo consumidor mundial. Ao contrário do que se propaga, de que a taxa de prevalência é a mesma em todos os lugares, isso não é verdade. Varia de 0,1% a 20%, conforme o estudo da Universidade McMaster do Canadá. Varia de acordo com valores culturais, região geográfica, época e conforme o profissional que está avaliando. Há trabalhos que mostram, por exemplo, que médicas diagnosticam mais TDAH em meninos e que médicos mais em meninas, provavelmente por uma falta de identificação. Alguns trabalhos mostram que crianças pobres têm mais chances de receber o diagnóstico. Estamos falando de uma Era dos Transtornos – uma epidemia dos diagnósticos. A França tem uma resistência muito grande a isso por uma questão de formação de médicos, de valores da sociedade. Lá eles têm um movimento muito grande desencadeado por médicos, muitos deles psiquiatras, que se chama collectif pas de 0 de conduite. Esse movimento surgiu como reação à lei que propunha avaliar o comportamento de todas as crianças até três anos de idade. Era um modelo que pegava especificamente pobres e imigrantes. O movimento conseguiu derrubar tal lei.
Portal Unicamp – Existe no Brasil alternativa diferente da medicalização, da visão organicista?
Cida Moysés – Temos uma articulação mais recente que é o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, o qual eu e o Departamento de Pediatria da FCM-Unicamp integramos. O nosso Departamento é o seu membro fundador, tendo mais de 40 entidades acadêmicas profissionais e mais de 3.000 pessoas físicas no Brasil, que estão buscando difundir as críticas que existem na literatura científica sobre isso. Além do mais, procuramos construir outros modos de acolher e de atender as necessidades das famílias dos jovens que vivenciam e sofrem com esses processos de medicalização. Em novembro, a Unicamp promoverá um Fórum Permanente sobre Medicalização da Vida, que irá abordar essas questões de medicalização e de patologização da vida. Todos estão convidados.



FONTE:Unicamp

http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2013/08/05/ritalina-e-os-riscos-de-um-genocidio-do-futuro

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A droga da obediência



O Brasil é o segundo maior consumidor mundial dos psicotrópicos chamados metilfenidatos, prescritos para o tratamento de crianças diagnosticadas como portadoras do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Atrás apenas dos Estados Unidos, consumimos, em 2009, 2 milhões de caixas, ante as 70 mil consumidas em 2000. A droga, usada para tratar do que é considerado um distúrbio neurobiológico, é consumida, entre outros, por crianças e adolescentes desatentos, agitados e com dificuldades escolares. Apelidado de a “droga da obediência”, por acalmar e focar a atenção, o medicamento leva os sugestivos nomes de Concerta e Ritalina (produzidos pelos laboratórios Janssen Cilag e Novartis, respectivamente). Seu uso, no entanto, provoca acaloradas discussões. A pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, da Unicamp, é uma das vozes médicas a questionar a existência de “uma doença neurológica que só altere comportamento e aprendizagem”. Nessa entrevista, ela explica as reações adversas da droga e afirma que os critérios para diagnosticar o TDAH são normas sociais.
Carta Fundamental: O consumo de metilfenidatos no Brasil foi de 70 mil, em 2000, para 2 milhões de caixas, em 2009. A que a senhora atribui esse aumento? 
Maria Aparecida Affonso Moysés: Outro dado é que o Brasil só perde para os Estados Unidos no consumo dessa droga, o que é assustador, porque este não é um medicamento seguro. O metilfenidato tem várias reações adversas. E veja só: não são efeitos colaterais, são reações adversas e indicam a retirada imediata da droga.

CF: Que tipo de reação? 
MAAM: No sistema nervoso causa insônia, cefaleia, alucinações, psicose, suicídio e o principal efeito chamado de Zumbi Like. Significa agir como um zumbi, ou seja, a pessoa fica quimicamente contida em si mesma. Todos esses são sinais de toxicidade e indicam a retirada imediata da droga. No sistema cardiovascular o remédio causa arritmia, taquicardia, hipertensão, parada cardíaca. O risco de morte súbita inexplicada em adolescente é estimado em 10 a 14 vezes maior entre aqueles que tomam o remédio, segundo uma pesquisa de 2009 da Food and Drugs Administration (FDA) e de National Institute of Mental Health (NIMH). Não é desprezível. Além disso, interfere no sistema endócrino, na secreção dos hormônios de crescimento e dos sexuais. É uma substância com o mesmo mecanismo de ação e as mesmas reações adversas da cocaína e das anfetaminas.

CF: O metilfenidato é um estimulante usado para acalmar? 
MAAM: Ele acalma pelo efeito zumbi, uma toxicidade. Uma coisa que não se pensa muito é o seguinte: o metilfenidato foca a atenção em quê? É aleatório. Ao conter as atividades cerebrais de tal modo que você não se distraia, esta única coisa em foco é eleita ao acaso. É o que passa pela frente. Não é uma substância que te faz focar no estudo. Não existe isso.

CF: O Brasil perde apenas para os EUA no consumo de metilfenidatos. O que aproxima as sociedades médicas desses países? 
MAAM: A sociedade médica brasileira, há 50 anos, era voltada para a França. Hoje é voltada para os EUA. É quase mundial isso, mas na Europa ainda há uma resistência. Somos muito dependentes da tecnologia e da cultura americana, que impõe essa padronização e normalização das pessoas. A gente constrói uma sociedade que quer uma criança cada vez mais ativa e ligada no mundo. Crianças com 4 anos mexem no computador com várias janelas abertas ao mesmo tempo. Quando elas chegam na escola, queremos que elas façam uma coisa só e não questionem. Queremos crianças criativas, ótimas e submissas! Elas questionam, querem saber o porquê. O “não” não basta mais. E os adultos não aguentam isso. A sociedade é muito incomodada com os questionamentos e a gente acaba abafando isso via substância química. Junte isso ao interesse financeiro das indústrias farmacêuticas. Elas financiam cursos, viagens para médicos, vantagens em clínicas. Curso para professores financiado por um laboratório é algo estranho. Não sejamos ingênuos: eles estão, na verdade, treinando professores para identificar futuros clientes consumidores de suas drogas. E esse é um peso muito forte, que consta, inclusive, em relatório do departamento de justiça dos EUA, mostrando como a Ciba-Geigy (Laboratório que viria, a partir de 1996, a formar a Novartis) – financiava entidades de familiares e profissionais ligados à defesa das pessoas com TDAH.

CF: Quais os efeitos desses psicotrópicos quando tomados por longo período? 
MAAM: Isso consta em qualquer livro de farmacologia. Vários trabalhos mostram que existe um risco de dependência química muito grande, além de uma dependência psíquica, porque a pessoa se sente mais ativa mesmo. E tem várias pesquisas mostrando que, quando a criança começa a tomar aos 4 anos e retiram o remédio aos 18, existe uma tendência muito grande de drogadição por substância mais pesadas. Se a criança está usando um estimulante desde os 5, 6 anos, ela vai buscar outra droga quando interrompe este uso. No mundo todo, clínicas relatam que metade dos adolescentes conta que começaram a drogadição e a mantém com ritalina. E a fala desses adolescentes é que eles começaram a usar porque é barato, acessível, fácil de comprar, embora tenha receita controlada. Segundo eles, os médicos diziam que era seguro. Como dizem até hoje. Mas não é uma droga segura.

CF: A discordância não é só quanto ao uso ou não da medicação, mas quanto à existência do próprio transtorno. 
MAAM: A discordância básica é que não existe uma comprovação aceita de que haja uma doença neurológica que só altere comportamento e aprendizagem. Isso ainda não foi provado. A lógica da medicina é comprovar a doença e depois tratar. Para essa, o remédio foi encontrado antes.

CF: A comprovação seria se encaixar nos critérios do questionário Snap-IV. 
MAAM: Aqueles critérios são altamente questionáveis. Aquilo não é critério de doença, é norma social. Como posso transformar uma norma social em biológica? O Snap-IV contém 18 perguntas, e as primeiras nove falam de atenção, e as outras, de hiperatividade. Se você preencher seis das perguntas, tem o diagnóstico de déficit de atenção, hiperatividade ou dos dois. Todas as questões falam de comportamento. Só com base nisso afirmam a presença de uma doença neurológica?

CF: A partir de que idade uma criança pode ser diagnosticada? 
MAAM: Há relatos na medicina americana de crianças de 2 anos que teriam dislexia quando entrassem na escola. Como identificar que alguém vai ter dificuldades de ler e escrever aos 2 anos?

CF: Quem defende o uso da medicação argumenta que apenas seu uso incorreto não é seguro e que a criança que não é diagnosticada sofre. 
MAAM: Sofre por causa da sociedade. Eu quero trabalhar o conflito que ela está vivendo e libertá-la desse conflito e de uma doença que ela não tem. É preciso entender isso até para poder superar e enfrentar. Agora, quando digo você é doente vou te dar um remédio, os pais ficam aliviados porque, enfim, encontram o problema e podem tratar o filho. Esse é o sonho de todo pai. Mas eles estão iludidos porque essa criança, na verdade, não está sendo tratada. Ela está introjetando ser doente, ter algum problema e tudo o que ela conseguir na vida vai ser porque foi tratada. É totalmente desconsiderada em que situação isso é produzido. Porque os problemas de aprendizagem são todos produzidos.

CF: O rendimento na escola das crianças medicadas melhora. 
MAAM: É preciso provar que foi a droga porque se inicia um trabalho pedagógico com a criança, afirma-se que ela está doente, que está sendo tratada, a professora vai ensinar de um modo diferente, ela vai acreditar que pode aprender. A revisão dos trabalhos publicados que preenchem todos os requisitos de pesquisa científica mostra que não há melhora consistente do desempenho acadêmico. Esta é, inclusive, a conclusão de uma reunião feita nos EUA para estabelecer consensos para o diagnóstico e tratamento.

por Lívia Perozim — publicado 20/02/2011 16:00, última modificação 21/02/2011 18:31